E se a renda líquida da Expoingá fosse destinada à “Pra Somar” para acelerar ações sociais na cidade?

E se a renda líquida da Expoingá fosse destinada à “Pra Somar” para acelerar ações sociais na cidade?

Maringá se orgulha da Expoingá. E com razão. A feira se transformou em um dos maiores eventos do Paraná, reunindo negócios, entretenimento, agronegócio, tecnologia e grandes shows que atraem multidões todos os anos. A cidade inteira se movimenta. A economia gira. A visibilidade do município cresce.

Mas há uma pergunta que precisa ser feita com coragem e responsabilidade social: se a Expoingá mobiliza toda a cidade e gera receitas milionárias, por que essa força não pode também se transformar em um instrumento direto de amparo social?

Pensando como gestor público ou como alguém que vive diariamente a realidade da assistência social, a resposta parece evidente. A renda líquida da Expoingá, depois de descontados todos os custos operacionais, poderia e deveria fortalecer ações sociais da cidade por meio da Pra Somar, entidade comandada pela primeira-dama do município, hoje a senhora Bernadete Barros.

E essa não é uma ideia meramente simbólica. É uma solução prática para um problema real da gestão pública.

Quem trabalha na área social sabe que muitas vezes o maior inimigo da ajuda é o tempo. A burocracia é necessária para garantir transparência e legalidade, mas também cria obstáculos quando se trata de responder rapidamente a situações urgentes. Processos licitatórios podem levar meses. Trâmites administrativos são demorados. Enquanto isso, famílias continuam enfrentando dificuldades.

É nesse espaço que entidades sociais têm um papel fundamental. Elas conseguem agir com rapidez, mobilizar redes de apoio, atender emergências e chegar a quem precisa sem a lentidão natural da máquina pública.

Fortalecer aPra Somar com recursos provenientes da Expoingá seria criar uma ponte entre a força econômica da cidade e as necessidades mais urgentes da população.

Não estamos falando apenas de assistência pontual. Estamos falando de apoio a instituições que cuidam de crianças, idosos, pessoas com deficiência, pacientes em tratamento de saúde e famílias em situação de vulnerabilidade. Estamos falando de ações que muitas vezes salvam vidas ou evitam que problemas sociais se agravem.

Em uma cidade do porte de Maringá, com eventos capazes de movimentar milhões de reais, é perfeitamente legítimo discutir como parte dessa riqueza pode retornar diretamente para a própria sociedade.

Se a população prestigia a feira, compra ingressos, participa dos shows e ajuda a construir o sucesso do evento, nada mais justo do que uma parte desse resultado voltar para quem mais precisa.

Transformar a Expoingá também em uma fonte de recursos para ações sociais não diminuiria em nada o evento. Pelo contrário. Aumentaria sua grandeza.

Uma feira que gera negócios é importante. Uma feira que também gera solidariedade é ainda mais.

Talvez esteja na hora de Maringá dar esse passo. Porque o verdadeiro desenvolvimento de uma cidade não se mede apenas pelos milhões que circulam em seus eventos, mas pela capacidade de transformar prosperidade em cuidado com as pessoas.

Redação O Diário de Maringá

Redação O Diário de Maringá

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