Prefeito Eduardo Pimentel (PSD) prevaricou? Denúncia na Educação de Curitiba levanta suspeitas

Prefeito Eduardo Pimentel (PSD) prevaricou? Denúncia na Educação de Curitiba levanta suspeitas

Uma denúncia apresentada pelo doutor em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rafael Perich, passou a levantar sérias dúvidas sobre a gestão administrativa da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba e colocou o prefeito Eduardo Pimentel(PSD) diante de perguntas que, mais cedo ou mais tarde, precisarão ser respondidas.

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No centro da discussão está a nomeação da servidora Maiara Peruzzo, que em janeiro de 2025 foi oficialmente designada para o cargo de Diretora do Departamento de Ensino Fundamental, um dos postos mais importantes dentro da estrutura da educação municipal.

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O cargo não é apenas estratégico. Ele também possui salário elevado. A função é classificada como C-2 e paga remuneração superior a R$ 23 mil por mês.

Até aí, nada fora do padrão da administração pública.

O problema começa quando se olha para a realidade do dia a dia dentro da secretaria.

Relatos de servidores e registros de eventos indicam que a atuação da servidora estaria concentrada no gabinete do secretário de Educação, desempenhando funções típicas de chefe de gabinete.

E é justamente aí que surge o ponto que provocou a denúncia.

Uma diferença que chama atenção

O cargo de chefe de gabinete possui classificação C-4, com remuneração estimada em torno de R$ 10 mil mensais.

Em outras palavras, caso a função exercida não corresponda ao cargo formal, a diferença salarial pode ultrapassar R$ 13 mil por mês.

Multiplique isso pelo período desde janeiro de 2025 e o valor potencial já ultrapassa R$ 190 mil.

Dinheiro que, em qualquer cidade, poderia representar reformas em escolas, compra de materiais pedagógicos ou melhorias na rede municipal de ensino.

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Quem realmente comandava o ensino fundamental?

Mas o caso levanta uma pergunta ainda mais delicada.

Se a diretora do departamento estaria atuando no gabinete do secretário, quem estava realmente coordenando o ensino fundamental de Curitiba?

Relatos internos indicam que a condução técnica do setor estaria sendo realizada por outra servidora, Sandra Piotto, que participaria das decisões pedagógicas e do acompanhamento das escolas, apesar de não possuir formalmente o cargo nem a remuneração correspondente.

Esse tipo de situação é conhecido na administração pública como desvio de função, prática frequentemente questionada por tribunais de contas quando envolve cargos comissionados.

A mudança que levanta ainda mais dúvidas

Depois que a denúncia ganhou repercussão, surgiu um novo episódio que acabou ampliando as dúvidas.

A servidora teria sido nomeada para a Secretaria Municipal de Governo, mudança que gerou críticas e questionamentos sobre a forma como o caso vem sendo tratado pela administração municipal.

Em manifestação pública, Raphael Perich questiona se houve abertura de sindicância administrativa ou eventual devolução de valores caso irregularidades sejam confirmadas.

A pergunta que fica no ar é simples.

A mudança de secretaria foi uma decisão administrativa normal ou apenas uma forma de tirar o assunto dos holofotes?

O silêncio que precisa ser quebrado

Casos como esse costumam seguir um roteiro conhecido.

Primeiro surgem os questionamentos.

Depois aparecem as justificativas administrativas.

E, por fim, os órgãos de controle entram em cena para analisar se houve ou não irregularidade.

Informações preliminares indicam que o episódio já teria chegado ao Tribunal de Contas, que poderá avaliar se existe justificativa legal para a diferença entre o cargo ocupado e a função exercida.

Mas antes mesmo de qualquer decisão técnica, existe algo que a população espera de qualquer gestão pública: transparência.

A Prefeitura de Curitiba e a Secretaria de Educação precisam explicar com clareza:

A servidora exercia realmente a função correspondente ao cargo que ocupava?

Se não exercia, por qual motivo recebia a remuneração daquele cargo?

E se houve erro administrativo, houve abertura de sindicância ou pedido de devolução de valores?

São perguntas simples.

Mas que dizem muito sobre a forma como o dinheiro público está sendo tratado em Curitiba.

Redação O Diário de Maringá

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