Certidão revela pendência e trava candidatura de Dallagnol
Uma certidão emitida pela Justiça Eleitoral em 19 de março de 2026 revela que o ex-procurador da Lava Jato, Deltan Martinazzo Dallagnol, não está quite com a Justiça Eleitoral devido à existência de multa eleitoral em aberto.
O documento, emitido pelo Tribunal Superior Eleitoral, é claro ao afirmar que o eleitor “não está quite com a Justiça Eleitoral na presente data, em razão de multa eleitoral”.
Apesar de a situação da inscrição eleitoral constar como regular, a ausência de quitação é um ponto principal. Pela legislação eleitoral brasileira, estar quite com a Justiça Eleitoral é um dos requisitos obrigatórios para o registro de candidatura.
A própria certidão destaca que a quitação eleitoral envolve não apenas o direito de voto, mas também a inexistência de multas eleitorais definitivas não pagas. Ou seja, enquanto houver pendência financeira junto à Justiça Eleitoral, o candidato não atende plenamente às exigências legais.
Na prática, isso significa que, neste momento, Deltan não reúne todas as condições para registrar uma candidatura.
Esse fator se soma a outro debate jurídico já existente sobre sua situação política, em razão da cassação de seu mandato como deputado federal. Há juristas que defendem que ele pode estar inelegível por esse motivo, mas essa é uma discussão que ainda depende de interpretação e eventual decisão da Justiça.
Por outro lado, a pendência da multa eleitoral é um impedimento objetivo e imediato. Sem a regularização desse débito, não há quitação eleitoral, e sem quitação, não há possibilidade de registro de candidatura.
O documento aponta ainda que Deltan tem domicílio eleitoral em Curitiba desde 1998, com inscrição ativa e regular, mas com a pendência financeira registrada até a data da emissão da certidão.
O cenário reforça que, mais do que disputas jurídicas complexas, um ponto simples pode barrar qualquer pretensão eleitoral no curto prazo: estar em dia com a Justiça Eleitoral.



