O Paraná corre perigo: a democracia está sob ataque
O uso da máquina pública nas eleições do Paraná
O uso da máquina pública nas eleições do Paraná exige que o Ministério Público Federal aja agora com rigor máximo para preservar a democracia. Caso nada seja feito, o pleito de 2026 deixará de ser uma disputa de ideias para se tornar uma demonstração de força bruta do capital. O governador Ratinho Junior sinaliza o uso do “modo turbo” para viabilizar a sucessão de Guto Silva, onerando diretamente o cidadão paranaense. Este plano de manutenção de poder se baseia em pilares que sufocam adversários e desequilibram o jogo político de forma alarmante.
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O nome de Guto Silva carrega o peso de denúncias graves que o MPF precisa apurar com urgência. O parlamentar é apontado como suposto operador de caixa dois em campanhas anteriores, o que coloca sob suspeita sua viabilidade ética. Somado a isso, o programa Olho Vivo surge no centro de um furacão com a instalação de câmeras sem licitação formal concluída. Documentos indicam que equipamentos foram instalados e empresas contratadas antes do desfecho do pregão, um atropelo às leis que beneficia grupos específicos sob o pretexto da segurança pública.
A engrenagem de favorecimentos inclui a liberação de valores milionários para a Sociedade Rural de Maringá e a concessão de absurdos 132 bilhões de reais em isenções fiscais para grandes empresas. Enquanto o estado abre mão dessa fortuna sem transparência, a realidade das rodovias, como o trecho entre Maringá e Iguaraçu, é de abandono, com trabalhadores sem receber salários de empreiteiras. O governo “lava as mãos” para a crise nas obras, mas gasta milhões em publicidade nas emissoras do Grupo Massa, de propriedade da família do governador, que curiosamente acumula dívidas milionárias com o fisco.
O “Paraná modelo” vendido em comerciais de TV, muitas vezes retocados com inteligência artificial, mascara a apropriação de conquistas federais. O programa “Minha Casa, Minha Vida” é rebatizado como “Casa Fácil”, e ônibus financiados pela União são entregues como se fossem recursos estaduais. Em breve, secretários vão se licenciar para atuar como cabos eleitorais, promovendo uma falácia de prosperidade que ignora o arroxo nos municípios e a sociedade controversa da família com fundos do Banco Master no resort Tayayá. É imperativo que as autoridades interrompam esse avanço da máquina sobre o interesse público.


