Expoingá 2026: Após morte de trabalhador na semana passada, touro escapa nesta manhã e machuca trabalhador
Expoingá 2026: recursos públicos não faltam, mas segurança vira motivo de preocupação
Segurança na Expoingá 2026 precisa virar prioridade absoluta da Sociedade Rural de Maringá, dos organizadores, das empresas contratadas e dos órgãos de fiscalização. A morte de um trabalhador durante a montagem de uma estrutura no Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro acendeu um alerta grave.
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Segundo informações já divulgadas, o trabalhador prestava serviço para uma empresa ligada a um expositor quando caiu durante a atividade. Por isso, o caso exige investigação rigorosa, técnica e transparente. Além disso, a apuração precisa esclarecer se havia supervisão adequada, uso correto de Equipamentos de Proteção Individual, treinamento específico e cumprimento das normas de segurança.
Sindicato cobra apuração rigorosa
O Sindicato das Empresas Promotoras de Eventos do Estado do Paraná manifestou profundo pesar pela morte do trabalhador. A entidade também prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas da vítima.
No comunicado, o sindicato defendeu uma apuração técnica e transparente sobre as condições de trabalho no local do acidente. Além disso, a entidade lembrou que a montagem e a desmontagem de estruturas temporárias exigem atenção redobrada, justamente pelo alto risco operacional.
Portanto, o episódio da Expoingá não pode receber tratamento de simples fatalidade. Ao contrário, precisa provocar uma revisão imediata dos procedimentos de segurança dentro do parque.
Touro solto amplia preocupação
Nesta sexta-feira, segundo informações que O Diário de Maringá ainda apura, um touro teria escapado e machucado um trabalhador dentro do parque. Até o momento, a comunicação da Sociedade Rural de Maringá não respondeu aos questionamentos.
Caso a informação se confirme, o fato amplia a preocupação. Afinal, um animal de grande porte solto em área de circulação representa risco real. Além dos trabalhadores, visitantes, crianças, idosos e famílias também podem ficar expostos.
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Diante disso, a SRM precisa informar quais medidas adotou após o primeiro acidente e quais protocolos utiliza para evitar novos episódios.
SRM deve explicações ao público
A Sociedade Rural de Maringá precisa apresentar, com urgência, os protocolos de segurança para trabalhadores, expositores, visitantes e manejo de animais. Se esses protocolos já existem, a entidade deve divulgá-los de forma clara.
A Expoingá movimenta milhares de pessoas. Além disso, envolve estruturas metálicas, equipamentos elétricos, montagem de palcos, circulação de animais e grande fluxo de visitantes. Portanto, segurança não pode ficar restrita a decisões internas.
A pergunta é objetiva: quem fiscaliza, quem responde e quais medidas concretas a SRM adotou para impedir novos acidentes?
Festa não pode valer mais que vidas
A Expoingá tem importância econômica, cultural e institucional para Maringá. No entanto, nenhum evento pode colocar trabalhadores e visitantes em risco.
Transparência, prevenção e fiscalização não atrapalham festa alguma. Pelo contrário, protegem vidas, fortalecem a credibilidade do evento e demonstram respeito com a população.




