O suposto sumiço dos milhões em Santa Fé: Por que Edson Palotta impõe arrocho se a gestão anterior deixou saldo recorde?

O suposto sumiço dos milhões em Santa Fé: Por que Edson Palotta impõe arrocho se a gestão anterior deixou saldo recorde?

O prefeito Edson Palotta, por meio do Memorando Interno nº 010/2026, ordenou um arrocho financeiro severo em todas as áreas do governo municipal. No documento, o gestor estabelece uma meta mínima de redução de 20% nas despesas de cada secretaria, alegando uma suposta busca pelo equilíbrio das contas. Entretanto, essa medida levanta uma questão incômoda e urgente: onde está o dinheiro?

A herança bendita que desapareceu do discurso

Antes de mais nada, precisamos analisar os fatos com o rigor que a gestão pública exige. O ex-prefeito Fernando Brambilla encerrou seu mandato entregando a prefeitura com uma saúde financeira invejável. Documentos oficiais de dezembro de 2024 comprovam que a gestão anterior deixou um saldo total de R$ 13.382.148,88 em caixa. Ademais, esse montante contemplava recursos específicos para saúde, pavimentação e assistência social, garantindo a continuidade dos serviços sem sobressaltos.

Consequentemente, a justificativa de Palotta para o Plano de Contingência soa vazia e carece de fundamentação técnica. Se o município dispunha de mais de 13 milhões de reais há pouco tempo, como a situação deteriorou-se ao ponto de suspender horas extras e revisar todos os contratos vigentes? Certamente, o prefeito deve explicações claras, pois os números apresentados no balanço de transição não batem com o cenário de “terra arrasada” que ele tenta pintar agora.

Cortes que punem o cidadão e os servidores

Além disso, o memorando assinado por Palotta e pelo secretário de Fazenda, Geovani Minanti, atinge diretamente o funcionamento da cidade. Ao priorizar exclusivamente serviços essenciais e reduzir gastos com combustível e diárias, a prefeitura trava o desenvolvimento de Santa Fé. Em outras palavras, a máquina pública paralisou sob o pretexto de uma crise que os extratos bancários da transição simplesmente desmentem.

Portanto, o jornalismo investigativo cumpre seu papel ao confrontar a narrativa oficial com a realidade dos dados. O prefeito Edson Palotta precisa esclarecer, com urgência, qual destino deu aos recursos deixados por seu antecessor. Afinal, a população de Santa Fé não aceitará pagar a conta de uma gestão que inicia cortando direitos enquanto o caixa municipal, teoricamente, deveria estar abastecido.

Cadê os R$ 3 milhões, Jessicão?

Redação O Diário de Maringá

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