Moro diz que violência em Paranaguá e na RMC é “inaceitável” e defende medidas mais duras contra o crime

Moro diz que violência em Paranaguá e na RMC é “inaceitável” e defende medidas mais duras contra o crime


O senador Sergio Moro, pré-candidato ao Governo do Paraná pelo PL, afirmou que os índices de violência em Paranaguá e em cidades da Região Metropolitana de Curitiba são “inaceitáveis”. A declaração ocorreu após a divulgação do Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O estudo colocou Paranaguá entre os 30 municípios mais violentos do Brasil.

Paranaguá aparece entre as cidades mais violentas do país

De acordo com o levantamento, Paranaguá registrou taxa de 50,7 homicídios por 100 mil habitantes. Além disso, o município apareceu na 26ª posição nacional entre as cidades mais violentas do Brasil, com 76 homicídios estimados em 2024.

Portanto, o dado coloca o litoral paranaense no centro do debate sobre segurança pública. Embora o governo estadual destaque queda geral nos homicídios no Paraná, o Atlas mostra que alguns municípios ainda enfrentam índices muito acima da média nacional.

Segundo o Governo do Paraná, a taxa estadual ficou em 18,6 homicídios por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional de 20,1. Ainda assim, Paranaguá, Almirante Tamandaré, Pinhais e Piraquara aparecem como pontos de atenção no levantamento.

Moro promete forças-tarefas e presídio de segurança máxima

Nas redes sociais, Moro afirmou que pretende colocar o enfrentamento ao crime organizado entre as prioridades de seu projeto político para o Estado.

“São inaceitáveis os elevados índices de assassinatos em Paranaguá e em cidades da região metropolitana de Curitiba. No nosso projeto, o Paraná será o estado mais seguro do país. Criarei forças-tarefas para erradicar o crime organizado e teremos nosso presídio estadual de segurança máxima”, declarou.

A proposta dialoga com declarações anteriores do senador sobre segurança pública. Em abril e maio, Moro já havia defendido um presídio estadual de segurança máxima e ações mais duras contra organizações criminosas.

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Números colocam segurança no centro da disputa

O Atlas da Violência 2026 informou que o Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024. A taxa nacional ficou em 20,1 mortes por 100 mil habitantes.

Dessa forma, a divulgação dos dados reforça um ponto sensível para o Paraná. O Estado apresenta queda geral nos homicídios, porém ainda convive com municípios em situação crítica.

Além disso, o tema tende a ganhar peso no debate eleitoral. De um lado, o governo estadual usa os números gerais para defender avanços. De outro, adversários apontam cidades como Paranaguá e municípios da RMC como exemplos de falhas localizadas que exigem resposta mais firme.

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Segurança pública exige mais que propaganda

A queda estadual nos homicídios merece registro. No entanto, ela não elimina a gravidade dos números em cidades onde a população convive com medo, violência e ação do crime organizado.

Por isso, o debate público precisa ir além da propaganda oficial e das promessas eleitorais. A população precisa saber quais medidas concretas vão reduzir homicídios, proteger jovens, enfrentar facções e melhorar a investigação criminal.

No caso de Paranaguá e da Região Metropolitana de Curitiba, os números do Atlas mostram que o problema existe, incomoda e cobra resposta.

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Redação O Diário de Maringá

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