Ricardo Barros apoia texto que garante dois dias de descanso semanal aos trabalhadores

Ricardo Barros apoia texto que garante dois dias de descanso semanal aos trabalhadores


Deputado afirma que texto aprovado representa o “possível” após negociação entre trabalhadores, setor produtivo e Congresso

O deputado federal Ricardo Barros (Progressistas-PR) defendeu o consenso parlamentar construído em torno da proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada semanal de trabalho no Brasil.

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A proposta foi aprovada nesta quarta-feira (27) pela comissão especial da Câmara dos Deputados. Agora, o texto segue para novas etapas de análise no Congresso Nacional. Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, a matéria precisa cumprir o rito previsto para mudanças na Constituição.

Jornada terá redução gradual

Pelo texto aprovado, a jornada semanal passará de 44 para 42 horas, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional. Além disso, a proposta garante dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

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Depois de 12 meses, a carga máxima semanal será reduzida de forma definitiva para 40 horas. Dessa forma, o Congresso tenta construir uma transição entre a demanda dos trabalhadores e as preocupações do setor produtivo.

Ricardo Barros fala em “arte do possível”

Para Ricardo Barros, o resultado representa o consenso possível após amplo debate político e econômico.

“Não é tudo o que os trabalhadores queriam e nem o que o setor produtivo queria”, avaliou o deputado. “A política é a arte do possível. E, neste momento, após muito debate, o possível foi o texto aprovado na comissão”, afirmou.

A fala do parlamentar indica uma tentativa de equilibrar interesses distintos. De um lado, trabalhadores defendem mais tempo de descanso, saúde e convivência familiar. De outro, setores econômicos cobram regras de adaptação para evitar impacto imediato sobre empresas.

Congresso tenta responder à pressão social

Barros também afirmou que o Congresso Nacional cumpre seu papel ao buscar acordos que reflitam a maioria parlamentar e o momento do debate público.

“O Congresso Nacional cumpre seu papel ao construir acordos que reflitam a vontade da maioria e aquilo que a sociedade consegue receber neste momento como resultado do diálogo democrático”, completou.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos meses porque atinge diretamente milhões de trabalhadores. Portanto, a proposta deve seguir no centro do debate político, trabalhista e econômico nos próximos dias.

Texto ainda depende do Senado

Apesar do avanço na Câmara, a mudança ainda não está concluída. A proposta precisa passar pelo Senado Federal antes de eventual promulgação.

Até lá, parlamentares, centrais sindicais, empresários e trabalhadores devem ampliar a pressão sobre o texto. Afinal, a redução da jornada semanal altera uma das bases da relação entre capital, trabalho e qualidade de vida no país.

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Redação O Diário de Maringá

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