Tem deputado que fala grosso na tribuna e amarela na hora do voto
Na próxima terça-feira, a Assembleia Legislativa do Paraná terá uma das votações mais importantes dos últimos tempos: a análise da cassação do deputado Renato Freitas. Este editorial não discute se a cassação é justa ou injusta. Essa decisão cabe aos parlamentares.
O problema é a omissão
O ponto central é outro. Em votações polêmicas, alguns deputados evitam assumir posição. Em vez de votar sim ou não, preferem faltar, silenciar ou fugir do desgaste político.
No entanto, o eleitor não votou em deputado para vê-lo se esconder. Votou em alguém que prometeu representar a população e tomar decisões.
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Campanha tem discurso, mandato exige coragem
Durante a campanha, candidatos percorrem cidades, dão entrevistas, defendem ideias e pedem confiança. Além disso, prometem firmeza para enfrentar os problemas do Estado.
Porém, quando chega uma votação difícil, nem todos mantêm a mesma coragem. Alguns preferem ficar em cima do muro. Outros escolhem a ausência estratégica.
O eleitor tem direito de saber
A população precisa saber quem compareceu, quem votou e como votou. Afinal, a ausência em uma sessão decisiva também transmite uma mensagem.
Deputado pode votar a favor. Pode votar contra. Pode justificar sua posição. O que não pode é desaparecer justamente quando o tema exige responsabilidade pública.
Terça-feira será um teste político
Na terça-feira, não estará em julgamento apenas o futuro político de Renato Freitas. Também estará em avaliação a postura de cada deputado estadual.
O Paraná vai observar quem assume posição e quem prefere se esconder atrás da omissão.
Porque, no fim das contas, a pior decisão de um parlamentar não é votar sim ou votar não. A pior decisão é não decidir.
Será que algum deputado da região de Maringá vai amarelar e faltar à votação? Estamos de olho.
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