Sandro Alex cresce na pesquisa; IRG cresce nos contratos públicos e ação vai à Justiça

Sandro Alex cresce na pesquisa; IRG cresce nos contratos públicos e ação vai à Justiça


Justiça é acionada para suspender contrato de R$ 583,8 mil entre IPARDES e IRG Pesquisas

Uma ação popular protocolada na Justiça do Paraná pede a anulação de um contrato de R$ 583,8 mil firmado entre o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES) e a empresa IRG Pesquisas Ltda. O caso ganhou repercussão após deputados estaduais questionarem a contratação e apontarem coincidências entre o acordo firmado pelo Estado e a divulgação de uma pesquisa eleitoral sobre a disputa pelo Governo do Paraná.

A ação foi apresentada pelo advogado Jorge Augusto Derviche Casagrande e tem como alvo o Estado do Paraná, o IPARDES, o diretor-presidente do instituto, Jorge Augusto Callado Afonso, e a empresa IRG Pesquisas Ltda.

O que está sendo questionado

Segundo a petição, o IPARDES contratou a IRG Pesquisas por meio da Solicitação de Serviço nº 06/2026, vinculada ao Credenciamento nº 05/2023, para realizar uma pesquisa quantitativa sobre a percepção dos usuários dos serviços públicos de saúde e segurança do Paraná. O contrato tem valor de R$ 583.800,00 e vigência de 150 dias úteis.

O autor da ação sustenta que a contratação precisa ser analisada juntamente com acontecimentos políticos ocorridos no mesmo período. De acordo com a petição, a empresa divulgou uma pesquisa eleitoral para o Governo do Paraná poucos dias depois da formalização do contrato.

Deputados levaram o caso à Assembleia

O documento cita pronunciamentos feitos na Assembleia Legislativa do Paraná. Conforme a ação, o deputado estadual Paulo Gomes questionou a coincidência entre a assinatura do contrato e a divulgação do levantamento eleitoral. O parlamentar afirmou que a pesquisa apresentou números diferentes dos divulgados por outros institutos e favoreceria o crescimento político de Sandro Alex, pré-candidato ligado ao grupo político do governador Ratinho Junior.

A petição também menciona manifestações dos deputados Requião Filho, Delegado Jacovós e Tito Barichello. Segundo o documento, eles defenderam esclarecimentos sobre os critérios utilizados para a contratação e sobre a escolha da empresa.

Pedido de explicações sobre a contratação

A ação destaca que deputados estaduais protocolaram requerimento de informações para obter detalhes do processo administrativo. Entre os documentos solicitados estão os critérios técnicos utilizados na escolha da empresa, a lista de empresas credenciadas, os produtos contratados, os valores pagos e os custos envolvidos na execução do serviço.

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Além disso, o autor da ação questiona se houve respeito aos critérios de rodízio previstos no credenciamento utilizado pelo IPARDES. Segundo a petição, caso tenha ocorrido exceção à ordem de convocação das empresas habilitadas, seria necessária uma justificativa técnica formal.

Diferenças entre pesquisas eleitorais

Outro ponto levantado na ação envolve a comparação entre pesquisas divulgadas por diferentes institutos. O documento afirma que a pesquisa da IRG apresentou resultados distintos dos levantamentos divulgados anteriormente pelos institutos Veritá e Paraná Pesquisas.

Segundo a petição, enquanto pesquisas anteriores mostravam Sandro Alex em posições mais baixas, o levantamento da IRG teria colocado o pré-candidato em posição mais competitiva quando associado ao apoio político do governador Ratinho Junior.

O autor argumenta que pesquisas podem apresentar diferenças metodológicas legítimas. No entanto, sustenta que a coincidência entre a contratação pública e a divulgação do levantamento justifica uma apuração mais aprofundada.

O que a ação pede

A ação popular busca a suspensão e posterior anulação do contrato firmado entre o IPARDES e a IRG Pesquisas. O autor sustenta que existem indícios que justificam uma análise judicial sobre eventual afronta aos princípios da moralidade administrativa, da impessoalidade e da finalidade pública.

Até o momento, a ação representa uma alegação apresentada à Justiça. O mérito do pedido ainda dependerá da análise do Poder Judiciário e da manifestação dos órgãos e pessoas citados no processo.

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Redação O Diário de Maringá

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