Professor denuncia homofobia, injúria e ameaça em polo da Unicesumar e cobra providências
O professor Gustavo Meira, docente há 23 anos no ensino superior, denuncia que sofreu homofobia, injúria e ameaça por parte de uma acadêmica do curso de enfermagem. Segundo ele, o caso ocorreu no dia 7 de abril, durante uma aula prática em um polo no Rio de Janeiro ligado à Unicesumar.
De acordo com o professor, a situação começou após uma pergunta sobre práticas integrativas, tema ligado a políticas do Ministério da Saúde. Na resposta, ele explicou que profissionais da saúde precisam ter atenção especial com povos indígenas, mulheres vítimas de violência e mulheres pretas. Além disso, afirmou que estatísticas apontam maior vulnerabilidade de mulheres negras em casos de violência.
Aluna teria deixado a sala após explicação
Ainda conforme Gustavo Meira, uma aluna se levantou durante a explicação e disse que não estava ali para ouvir aquele tipo de comentário. Em seguida, ela saiu da sala.
O professor afirma que não direcionou a fala à estudante. Mesmo assim, segundo ele, a acadêmica passou a fazer ameaças e ofensas depois da aula.
Professor relata ameaças por WhatsApp
Gustavo Meira afirma que recebeu mensagens com ameaças, injúrias e ataques de cunho homofóbico. Além disso, segundo ele, a aluna também fez comentários em um grupo de alunos.
Diante da situação, o professor procurou delegacias especializadas e registrou queixa. Depois disso, comunicou o caso ao polo da Unicesumar e também à sede da instituição.
Docente cobra resposta da Unicesumar
Segundo Gustavo Meira, a universidade informou que abriria uma sindicância interna. No entanto, quase 90 dias depois, ele afirma que ainda não recebeu uma resposta conclusiva.
Além disso, o professor diz que passou a cobrar transparência e providências da instituição. Depois dessas cobranças, segundo ele, a Unicesumar o suspendeu.
Professor diz que não recebeu apoio
Gustavo Meira também afirma que a universidade não ofereceu apoio psicológico nem jurídico. Por isso, ele diz que se sente abandonado e revitimizado.
O professor relata que participou de uma reunião online ligada à apuração interna. Entretanto, segundo ele, as perguntas focaram em sua conduta profissional e não nos ataques que afirma ter sofrido.
Caso segue sob cobrança por esclarecimentos
Gustavo Meira afirma que construiu uma carreira de 23 anos na docência. Durante esse período, atuou em cursos de enfermagem, medicina, pós-graduação e gestão universitária.
Agora, ele pede que o caso receba atenção das autoridades e da sociedade. Além disso, defende que agressões, ameaças e ataques de homofobia contra professores tenham apuração rigorosa.
A reportagem mantém espaço aberto para manifestação da Unicesumar e da estudante citada. Caso haja posicionamento oficial, a versão poderá ser incluída em atualização.
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