Recebendo como policial e fazendo política: o caso Tenente Hélio precisa ser esclarecido

Recebendo como policial e fazendo política: o caso Tenente Hélio precisa ser esclarecido


A situação funcional de Hélio Carvalho Martins Filho, conhecido como Tenente Hélio, precisa de explicação oficial.

Documento da Secretaria de Estado da Administração aponta transferência para a Reserva Não Remunerada a partir de 27 de março de 2026.

Mesmo assim, o Portal da Transparência registra o policial com vínculo “ATIVO”, quadro funcional PM e remuneração mensal em 2026.

Portal mostra pagamentos

Após a data da reserva, os pagamentos continuaram aparecendo no sistema oficial.



A remuneração bruta foi de R$ 19.135,40 em março e abril. Depois, subiu para R$ 19.177,14 em maio e junho.

Entre março e junho, o total bruto chega a R$ 54.514,72.

Afinal, ele está ativo ou afastado?

A pergunta principal é simples: Tenente Hélio está na reserva ou continua na ativa?

Se está na Reserva Não Remunerada, por que aparece como ativo?

Caso siga na ativa, onde trabalha? Qual função exerce? Que escala cumpre?

A resposta precisa vir com documento.

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Política aumenta cobrança

Tenente Hélio passou a atuar como pré-candidato a deputado estadual.

Disputar eleição é direito constitucional. Porém, receber como policial ativo enquanto faz política exige transparência.

O contribuinte precisa saber se paga um tenente para atuar na segurança pública ou se há afastamento legal.

Governo Ratinho deve explicar

O Governo Ratinho Junior, a Polícia Militar, a SESP e a Secretaria da Administração precisam responder.

Pode ser erro no Portal da Transparência. Também pode haver acerto legal, verba específica ou ato posterior.

Sem explicação oficial, permanece a contradição: um documento fala em reserva não remunerada, mas o portal mostra vínculo ativo e salário.

Se não tem coragem de cobrar o prefeito, por que disputar uma cadeira na Câmara?

Perguntas sem resposta

Qual é a situação funcional atual de Tenente Hélio?

Por que o Portal da Transparência registra vínculo “ATIVO”?

Os pagamentos após 27 de março são salário, acerto, verba indenizatória ou erro administrativo?

Ele trabalhou na Polícia Militar depois dessa data?

Existe ato posterior autorizando os pagamentos?

Enquanto não houver resposta, a cobrança continua: o contribuinte paga segurança pública ou pré-campanha?

Matéria atualizada 05/07/2026 as 15:17

Hélio diz que não trabalha desde março, mas caso amplia cobrança sobre salário pago pelo Estado

Em contato com a reportagem neste domingo (5), por volta das 15h09, o ex-tenente Hélio afirmou que não trabalha na Polícia Militar desde 27 de março de 2026. Mesmo assim, segundo ele, a remuneração continuou sendo depositada em sua conta.

A explicação, porém, não encerra o caso. Pelo contrário, aumenta a obrigação de resposta do Governo Ratinho Junior. Se o servidor já não exerce a função, por qual motivo o Estado mantém pagamentos? Quem autorizou? Quem falhou no sistema? E por que a regularização ainda depende de trâmites entre SESP, SEAP e Polícia Militar?

Hélio encaminhou mensagens atribuídas ao setor responsável pelas implementações na PM. No texto, o setor afirma que aguardava providências da SEAP para concluir o desligamento e calcular os valores finais. A mensagem também indica que a publicação em Diário Oficial já havia ocorrido, mas o sistema ainda não tinha concluído o procedimento.

O próprio tenente declarou à reportagem:

“Não estou trabalhando desde 27 de março.”

Ele também cobrou os órgãos estaduais:

“Tem que cobrar o pessoal da SESP e da SEAP, eles que estão atrasando as publicações.”

A situação exige explicação pública. Enquanto recebe como tenente para atuar na segurança pública, Hélio afirma que está fora do serviço desde março. Portanto, o governo precisa esclarecer se houve pagamento sem contraprestação, se haverá desconto, devolução ou compensação e quem responde pela falha administrativa.

Mais grave ainda: se o desligamento já era conhecido, a demora não pode virar justificativa automática para o dinheiro público continuar saindo dos cofres do Estado sem transparência.

TV Diário
Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Perfil Profissional: Gilmar Ferreira (MTB 0011341/PR) Gilmar Ferreira consolida uma carreira multifacetada como jornalista, apresentador de programas de TV e mestre de cerimônias, unindo o rigor da investigação à fluidez da comunicação ao vivo. Com atuação destacada no Paraná e Santa Catarina, ele imprime autoridade técnica e sensibilidade humana em cada projeto que lidera. Atuação Estratégica Atual Diretor de Redação: O Diário de Maringá. Comentarista: Programa Paraná Cidadesno Canal 10.1 e RDR FM 93,3. Mestre de Cerimônias: Atuação oficial em eventos de destaque no Estado do Paraná. Experiência em Televisão Reconhecido pela presença de vídeo e condução de pautas complexas, Gilmar atuou como apresentador de programas e âncora nas seguintes emissoras: TV Maringá (Band) RIC TV Maringá (Record) Record News (Rede Mercosul) RTV 10 Maringá Trajetória no Rádio Com passagens por emissoras líderes de audiência, sua voz é referência em informação e entretenimento: Paraná: Jovem Pan FM, Metropolitana FM, Rede de Rádios, Globo FM, Rádio Colorado AM e Eden FM. Santa Catarina: Rádio Menina FM e Rádio Globo AM (Blumenau)

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