O pioneiro da stevia no Brasil: homenageado pelo maior congresso de diabetes do país analisa o efeito GLP-1 na indústria de alimentos

O pioneiro da stevia no Brasil: homenageado pelo maior congresso de diabetes do país analisa o efeito GLP-1 na indústria de alimentos


Amaury Couto foi pioneiro no mercado de alimentos especiais

Em abril de 1990, o pesquisador Amaury Couto decidiu fundar a Lightsweet no interior do Paraná.

O objetivo inicial era isolar os glicosídeos de esteviol, conhecidos como stevia. A partir disso, a empresa pretendia desenvolver adoçantes de alta intensidade.

Naquela época, o mercado de alimentos especiais era quase inexistente no Brasil. Consumir um produto diet ou sem açúcar representava, muitas vezes, uma espécie de isolamento gastronômico.

Além disso, as formulações disponíveis tinham aspecto medicinal. Muitos produtos também deixavam um forte amargor residual.



Mercado brasileiro movimenta mais de R$ 100 bilhões

Trinta e seis anos depois, em julho de 2026, esse cenário mudou de forma expressiva.

O mercado de alimentos saudáveis e funcionais movimenta mais de R$ 100 bilhões por ano no Brasil. O setor também registra expansão anual de 27%, segundo dados da Euromonitor.

Nesse momento de consolidação, a Associação Nacional de Atenção ao Diabético (ANAD) realiza seu congresso anual em São Paulo.

Durante o evento, a associação presta uma homenagem oficial ao pioneirismo de Amaury Couto.

O reconhecimento da comunidade médica coroa uma trajetória de mais de três décadas. Durante esse período, a Lightsweet manteve apoio institucional contínuo às iniciativas da ANAD.

Essas ações são voltadas, principalmente, à atenção e à qualidade de vida das pessoas com diabetes.

Homenagem ocorre durante avanço dos medicamentos GLP-1

A homenagem também coincide com uma grande transformação clínica e de consumo.

Trata-se da popularização mundial dos medicamentos para controle de peso baseados em análogos de GLP-1.

Esses tratamentos estão mudando hábitos alimentares. Além disso, criam novos desafios para a indústria de alimentos funcionais.

A revolução da densidade nutritiva

Para Amaury Couto, o avanço desses tratamentos não deve ser visto como uma ameaça ao consumo tradicional.

Na avaliação do fundador da Lightsweet, o movimento representa uma oportunidade para a inovação científica. Também estimula os setores de Pesquisa e Desenvolvimento, conhecidos pela sigla P&D.

“A popularização dessas terapias médicas está provocando um realinhamento profundo nos hábitos alimentares”, afirma Couto.

Segundo ele, os medicamentos aceleram a perda de peso. Porém, também trazem o desafio de reduzir a perda de massa magra dos pacientes.

“Isso desloca a exigência do consumidor”, analisa.

Agora, o público não procura apenas um alimento que preencha o estômago. Também não deseja um produto que seja apenas restritivo.

Em vez disso, busca opções práticas e rápidas. Além disso, exige alimentos com alta densidade proteica para preservar a saúde metabólica.

Lightsweet investe em proteínas e nutrição ativa

Para atender essa nova consciência de consumo, a Lightsweet vem investindo em tecnologia de alimentos.

A estratégia também inclui a diversificação de suas linhas funcionais.

Atualmente, o portfólio da empresa ultrapassa 150 SKUs. Os produtos são distribuídos por marcas consolidadas, como Lowçucar e Magro.

Ao mesmo tempo, a companhia amplia sua atuação no mercado saudável. O foco está na nutrição ativa e em produtos com maior valor nutricional.

A empresa já comercializa, por exemplo, o Wafer Protein Lowçucar.

Além disso, a área de Marketing de Produtos prepara novas extensões funcionais. Os lançamentos terão foco em alto aporte de proteínas e conceitos de clean label.

Saudabilidade precisa caminhar ao lado do sabor

O mercado saudável cresce acima da média do varejo tradicional.

A categoria de produtos saudáveis registra avanço de 18,3%. Enquanto isso, o varejo geral apresenta crescimento de 12,2%.

Apesar dessa expansão, o principal desafio do setor mudou.

Antes, a indústria concentrava seus esforços na retirada ou redução de determinados ingredientes. Agora, precisa entregar uma experiência sensorial próxima à dos produtos convencionais.

Pesquisas de comportamento indicam que cinco em cada dez brasileiros procuram reduzir o consumo de açúcar refinado.

No entanto, muitos consumidores ainda encontram dificuldades relacionadas ao sabor dos produtos.

“Esse movimento demonstra que a busca por saúde deixou de ser um nicho clínico e virou uma demanda de massa”, afirma Couto.

Segundo ele, o consumidor deseja reduzir calorias e controlar o índice glicêmico. Porém, não aceita abrir mão do prazer proporcionado pelo sabor.

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Inovação busca eliminar o sabor medicinal

Para Amaury Couto, a inovação precisa eliminar definitivamente o antigo estigma do sabor medicinal.

Esse esforço também está relacionado à homenagem máxima concedida pela ANAD.

“O consumidor moderno quer o benefício da redução calórica e do índice glicêmico controlado, mas recusa-se a abrir mão do prazer do sabor”, afirma.

De acordo com o empresário, a missão da Lightsweet é ampliar o acesso a produtos mais saudáveis. Ao mesmo tempo, esses alimentos precisam oferecer fidelidade ao sabor do açúcar tradicional.

“Nossa missão é democratizar o acesso a produtos que entreguem exatamente a mesma fidelidade e prazer do açúcar tradicional”, explica.

Dessa forma, o paciente diabético ou o consumidor preventivo pode compartilhar a mesma mesa com sua família.

O objetivo é evitar qualquer forma de exclusão social ou gastronômica.

Lightsweet amplia estrutura industrial no Paraná

Para sustentar esse novo ecossistema de produtos, a Lightsweet acelerou os investimentos em sua infraestrutura fabril.

A estratégia atende diferentes perfis de consumidores. Entre eles estão o público preventivo, o segmento fitness e as pessoas com restrições metabólicas, como o diabetes.

Atualmente, a companhia opera em uma planta industrial de 16 mil metros quadrados. A unidade está localizada em Marialva, no interior do Paraná.

Recentemente, a Lightsweet internalizou quase toda a produção de sua linha de biscoitos.

A mudança tem forte peso estratégico no segmento de biscoitos laminados. Nessa categoria estão produtos como os tipos Maisena e Maria.

A única exceção é a linha de biscoitos recheados.

Além disso, a empresa incorporou novas vertentes ao seu portfólio.

Com isso, a Lightsweet amplia sua autonomia operacional. A companhia também fortalece sua capacidade científica para acompanhar a transição alimentar no Brasil.

Sobre a Lightsweet

A Lightsweet é uma indústria nacional com mais de três décadas de atuação.

A empresa é referência no desenvolvimento de soluções voltadas à saudabilidade e ao controle do consumo de açúcar.

A companhia é detentora das marcas Lowçucar e Magro. Seu portfólio reúne mais de 150 SKUs.

Além de atender o consumidor final, a empresa também atua no mercado de Food Service.

Atualmente, seus produtos estão presentes nas principais redes varejistas do Brasil.

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Redação O Diário de Maringá

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