Sexta-feira sangrenta: atirador mata dois e deixa mulher lutando pela vida em Campo Mourão

Sexta-feira sangrenta: atirador mata dois e deixa mulher lutando pela vida em Campo Mourão


Crime ocorreu no Centro da cidade, deixou outras três pessoas baleadas e mobilizou uma grande operação das forças de segurança

A noite de sexta-feira, 17 de julho, terminou em sangue, medo e desespero no Centro de Campo Mourão. Um homem com o rosto coberto se aproximou de um estabelecimento comercial e abriu fogo contra as pessoas que estavam no local.

Os disparos atingiram cinco vítimas. Márcio Bertoldo e Michael Zachytko morreram. Além disso, três pessoas ficaram feridas. Entre elas, uma mulher baleada na cabeça permanece em estado gravíssimo.

O ataque ocorreu na Avenida Guilherme de Paula Xavier, na esquina com a Rua Mato Grosso. Após atirar várias vezes, o criminoso fugiu antes da chegada da polícia.



Agora, a Polícia Civil tenta descobrir quem era o alvo, qual foi a motivação e se o atirador recebeu ajuda para cometer o crime.

Criminoso chegou com o rosto coberto e abriu fogo

De acordo com as informações iniciais levantadas pelos investigadores, o atirador usava uma balaclava vermelha. A cobertura escondia praticamente todo o seu rosto.

O homem chegou ao local, posicionou-se atrás de um veículo estacionado e utilizou o automóvel como proteção. Logo depois, apontou a arma na direção do estabelecimento e efetuou uma sequência de disparos.

Tudo aconteceu rapidamente.

Clientes tentaram correr. Algumas pessoas se jogaram no chão. Outras procuraram abrigo atrás de mesas, paredes e veículos. Ao mesmo tempo, moradores da região ouviram os tiros e acionaram as forças de segurança.

Depois do ataque, o atirador deixou a região sem prestar socorro e sem demonstrar qualquer preocupação com as vítimas.

Até agora, a polícia não informou se ele fugiu a pé ou entrou em algum veículo.

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Márcio Bertoldo morreu no local do ataque

Márcio Bertoldo foi uma das vítimas fatais. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

Inicialmente, a Igreja Presbiteriana de Campo Mourão confirmou a identidade e divulgou uma nota de pesar. Na publicação, a instituição manifestou solidariedade à esposa, Darinka, ao filho Heitor e aos demais familiares e amigos.

Posteriormente, a Polícia Civil confirmou oficialmente o nome da vítima.

A notícia da morte provocou forte comoção entre integrantes da comunidade religiosa e pessoas que conviviam com Márcio.

Familiares e amigos passaram a publicar mensagens de despedida e solidariedade nas redes sociais.

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Michael Zachytko foi a segunda vítima fatal

Michael Zachytko também morreu após ser atingido pelos disparos.

As equipes de socorro não conseguiram reverter o quadro da vítima. Assim como Márcio, Michael morreu antes de receber atendimento hospitalar.

Até a publicação desta reportagem, as autoridades não haviam divulgado oficialmente a idade, a profissão ou outros dados pessoais de Michael.

Por esse motivo, informações que circulam sem confirmação devem ser tratadas com cautela.

A Polícia Civil incluiu a morte de Michael no mesmo inquérito que apura todo o ataque.

Mulher baleada na cabeça luta pela vida

Entre os eridos, Veridiana Menin apresentou o quadro clínico mais grave, permanecendo internada em estado gravíssimo.

Ela foi atingida na cabeça e recebeu atendimento de emergência ainda no local. Em seguida, os socorristas a encaminharam para a Santa Casa de Campo Mourão.

A vítima permanece em estado gravíssimo e luta pela vida. Segundo informações preliminares apuradas pela investigação, ela pode ter sido o principal alvo do atirador. No entanto, a Polícia Civil ainda não confirmou oficialmente essa hipótese, que segue sendo investigada.

Outras duas pessoas também foram baleadas. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, e do Corpo de Bombeiros prestaram os primeiros socorros.

Segundo as informações divulgadas após o atendimento, essas duas vítimas apresentavam quadro estável.

Nas primeiras horas, relatos apontavam quatro pessoas feridas. No entanto, a atualização oficial confirmou três sobreviventes baleados, além dos dois mortos.

Polícia cercou a região após os disparos

A Polícia Militar mobilizou várias equipes logo após receber os primeiros chamados.

Os policiais isolaram a área, controlaram a movimentação de curiosos e preservaram os pontos onde havia cápsulas, marcas de tiros e outros vestígios.

Enquanto isso, viaturas realizaram buscas em ruas, avenidas e possíveis rotas de fuga.

Apesar da operação, o suspeito não havia sido localizado até a última atualização desta reportagem.

As forças de segurança também verificaram informações repassadas por testemunhas. Porém, a polícia ainda não confirmou nenhuma identificação.

Peritos recolheram provas na cena do crime

A Polícia Científica iniciou a perícia assim que recebeu autorização para entrar na área isolada.

Os peritos fotografaram o local, fizeram medições e recolheram materiais que poderão ajudar na identificação da arma e do responsável pelos disparos.

Entre os elementos analisados estão cápsulas, projéteis, marcas em paredes, veículos e objetos atingidos.

Além disso, os técnicos deverão avaliar a posição do atirador e a direção de cada tiro.

Esses dados podem revelar a distância entre o criminoso e as vítimas, o número aproximado de disparos e a sequência do ataque.

Câmeras podem revelar a rota do atirador

Investigadores da Polícia Civil começaram a recolher imagens de câmeras instaladas em comércios, residências e prédios da região.

Os vídeos podem mostrar a chegada do suspeito, a preparação para o ataque e o momento em que ele deixa o local.

Além disso, as gravações poderão indicar se outro veículo acompanhava o criminoso.

A polícia também busca imagens de ruas próximas. Dessa forma, os investigadores pretendem reconstruir toda a movimentação do atirador antes e depois do crime.

O material passará por análise técnica. Imagens ampliadas poderão ajudar na identificação de roupas, características físicas, placas e outros detalhes.

Testemunhas serão fundamentais para a investigação

A Polícia Civil começou a ouvir pessoas que estavam dentro e fora do estabelecimento.

Os investigadores querem saber se alguém percebeu movimentos suspeitos antes dos tiros. Também procuram informações sobre possíveis ameaças, desentendimentos ou perseguições envolvendo pessoas que frequentavam o local.

As vítimas sobreviventes poderão contribuir com a apuração quando apresentarem condições de prestar depoimento.

Além disso, os policiais deverão ouvir familiares, funcionários do estabelecimento, moradores e profissionais que participaram do socorro.

Cada informação será confrontada com as imagens e com as provas recolhidas pela perícia.

Polícia investiga quem seria o verdadeiro alvo

Uma das principais perguntas ainda permanece sem resposta: quem o atirador pretendia matar?

A Polícia Civil não confirmou se Márcio Bertoldo, Michael Zachytko ou outra pessoa presente no estabelecimento era o alvo principal.

Também não há confirmação de que o crime tenha relação com execução, vingança, cobrança de dívida ou disputa criminosa.

Portanto, qualquer afirmação sobre a motivação permanece no campo das hipóteses.

A dinâmica do ataque, no entanto, indica que o criminoso chegou preparado. Ele cobriu o rosto, utilizou um veículo como proteção, disparou diversas vezes e fugiu rapidamente.

Agora, os investigadores tentam descobrir se houve planejamento prévio e monitoramento das vítimas.

Atirador pode ter contado com apoio

A investigação também analisa a possibilidade de participação de outras pessoas.

Embora apenas um homem tenha sido visto atirando, a polícia apura se alguém forneceu a arma, indicou a localização das vítimas ou ajudou na fuga.

Outra hipótese envolve a presença de um veículo de apoio nas proximidades.

Até o momento, contudo, nenhuma dessas possibilidades recebeu confirmação oficial.

Os investigadores mantêm detalhes sob sigilo para evitar prejuízos às diligências.

Crime causa medo e revolta em Campo Mourão

O ataque ocorreu em uma região movimentada e provocou forte repercussão em Campo Mourão.

Moradores relataram momentos de medo após ouvirem os disparos. Muitos acompanharam a movimentação das ambulâncias, viaturas policiais e equipes de perícia.

Nas redes sociais, moradores cobraram respostas rápidas e maior segurança.

Enquanto isso, duas famílias enfrentam o luto. Outras três acompanham a recuperação dos sobreviventes, principalmente da mulher internada em estado gravíssimo.

Investigação tenta responder perguntas decisivas

A Polícia Civil trabalha para esclarecer pontos fundamentais do atentado.

Quem é o atirador? Quem era o verdadeiro alvo? Qual foi a motivação? O criminoso agiu sozinho? Alguém ajudou na fuga?

As respostas dependerão do resultado das perícias, da análise das câmeras e dos depoimentos.

Até que a investigação avance, a população deve evitar compartilhar nomes, fotografias ou acusações sem confirmação oficial.

O ataque deixou duas pessoas mortas, três feridas e uma cidade marcada por uma noite de terror.

Em poucos segundos, a violência interrompeu vidas, destruiu famílias e transformou uma sexta-feira comum em uma das noites mais violentas da história recente de Campo Mourão.

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Redação O Diário de Maringá

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