Na melhor cidade do Brasil para viver, não dá para aceitar condições desumanas para presos e policiais penais

Na melhor cidade do Brasil para viver, não dá para aceitar condições desumanas para presos e policiais penais


Superlotação em Maringá preocupa pela segurança de policiais penais, presos e moradores vizinhos. Deputados e sociedade organizada precisam cobrar soluções do Governo do Paraná.

Por Gilmar Ferreira

Maringá é reconhecida nacionalmente por sua qualidade de vida. Entretanto, uma cidade que se orgulha desse reconhecimento não pode ignorar os problemas que ameaçam a segurança da população. Um deles é a superlotação prisional.

Em junho de 2025, uma inspeção da Defensoria Pública do Paraná encontrou 251 presos na Cadeia Pública de Maringá, que tinha capacidade informada para apenas 99 pessoas. A ocupação chegava a aproximadamente 253,5%.



Os números precisam de atualização, mas revelam a gravidade da situação identificada naquele período.

A superlotação não afeta apenas os presos. Também pode comprometer a segurança dos policiais penais e aumentar os riscos para moradores que vivem próximos às unidades.

Em situações extremas, como rebeliões ou tentativas de fuga, a vizinhança também pode sofrer consequências. Isso não significa que esses episódios estejam ocorrendo atualmente em Maringá, mas demonstra a necessidade de prevenção.

Paraná tem déficit de mais de 7 mil vagas

Segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em setembro de 2026, o Paraná tinha 43.553 pessoas privadas de liberdade para 36.261 vagas, um déficit de 7.292 vagas.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) realizou investimentos na construção, ampliação e modernização de unidades prisionais. Entretanto, os números mostram que o problema permanece.

Por isso, o governo precisa esclarecer quantas vagas criou desde 2019, quais obras ainda estão em andamento e quais investimentos foram destinados a Maringá e região.

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Novo governo, deputados e sociedade precisam agir

Com a eleição de Sergio Fernando Moro (PL) para o Governo do Paraná, surge uma oportunidade para colocar a ampliação de vagas prisionais entre as prioridades da próxima administração.

Mas essa responsabilidade não pode ficar apenas com o governador.

Os deputados estaduais e federais que representam Maringá, juntamente com a sociedade organizada, precisam cobrar investimentos, projetos, prazos e resultados concretos.

Também é fundamental ouvir policiais penais, moradores, Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública.

Defender melhores condições nas cadeias não significa defender a impunidade. Quem comete crime deve responder perante a Justiça. Entretanto, o Estado precisa garantir estrutura adequada para o cumprimento das penas e segurança aos profissionais e à população.

Maringá precisa cobrar soluções

Investir em educação é fundamental, mas também precisamos de estabelecimentos prisionais seguros, vagas suficientes e gestão eficiente.

A melhor cidade para viver não pode ignorar a segurança das famílias que moram próximas às cadeias, dos policiais penais que trabalham nelas e das pessoas sob responsabilidade do Estado.

A pergunta é simples: o que foi feito para enfrentar a superlotação da Cadeia Pública de Maringá e qual é sua situação atual?

Com a mudança no governo estadual, chegou o momento de nossos representantes políticos e da sociedade organizada transformarem essa preocupação em cobrança por soluções.

Não precisamos de vingança. Precisamos de justiça, segurança e responsabilidade.

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Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira Jornalista, apresentador e mestre de cerimônias | MTB 0011341/PR Gilmar Ferreira construiu sua trajetória entre redações, estúdios de televisão, emissoras de rádio e eventos. Sua experiência reúne a apuração jornalística, a apresentação ao vivo e a condução de cerimônias, com atuação no Paraná e em Santa Catarina. Atualmente, é diretor de redação de O Diário de Maringá e atua como mestre de cerimônias em eventos no Paraná e SP. Na televisão, trabalhou como apresentador e âncora na TV Maringá (Band), RIC TV Maringá (Record), Record News (Rede Mercosul) e RTV 10 Maringá. Sua trajetória no rádio inclui passagens, no Paraná, pela Jovem Pan FM, Metropolitana FM, Rede de Rádios, Globo FM, Rádio Colorado AM e Eden FM. Em Santa Catarina, atuou na Rádio Menina FM e na Rádio Globo AM, em Blumenau. Em cada formato, Gilmar leva a experiência de quem conhece a notícia desde a apuração até o momento de comunicá-la ao público.

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