Contas no azul: Maringá registra superávit de R$ 44,5 milhões no início de 2026
Maringá encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com superávit de R$ 44.567.287,92, segundo dados apresentados nesta quarta-feira (27), durante audiência pública de prestação de contas realizada na Câmara Municipal.
O resultado positivo foi informado pela Secretaria Municipal de Fazenda e representa a diferença entre a receita arrecadada no período, de R$ 1.361.311.416,69, e o total de empenhos realizados, que chegou a R$ 1.316.744.128,77.
Audiência pública cumpre exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal
A prestação de contas ocorreu a convite da Comissão de Finanças e Orçamento do Legislativo, presidida pelo vereador Sidnei Telles. Além dele, acompanharam a audiência os vereadores Uilian da Farmácia, Daniel Malvezzi, Diogo Altamir da Lotérica, Ângelo Salgueiro, Professor Pacífico e Mário Hossokawa.
À frente da equipe técnica, o secretário municipal de Fazenda, Carlos Augusto Ferreira, apresentou os números do período.
A audiência pública atende ao artigo 9º, parágrafo 4º, da Lei de Responsabilidade Fiscal, a LC 101/2000. Portanto, além de uma obrigação legal, o ato permite que vereadores e população acompanhem a execução das receitas, despesas e investimentos do município.
Receita arrecadada chegou a 39,14% da previsão anual
Para 2026, a Lei Orçamentária Anual prevê receitas de R$ 3.478.355.493,00, sem considerar receitas intraorçamentárias. Até o fim do primeiro quadrimestre, Maringá arrecadou R$ 1.361.311.416,69. Assim, o município atingiu 39,14% da previsão inicial.
Entre as principais fontes de arrecadação, a Receita de Impostos, Taxas e Contribuição de Melhoria somou R$ 579.216.593,07. Esse valor corresponde a 46,21% da previsão para o ano.
Além disso, as Transferências Correntes alcançaram R$ 473.382.672,32, o que representa 35,75% da previsão inicial.
Outro dado que chama atenção aparece em “outras receitas correntes”. O município arrecadou R$ 95.443.470,77 nessa rubrica, equivalente a 71,71% da previsão para o exercício. Segundo a apresentação, esse desempenho decorre do recebimento de uma receita não corrente de indenização ao patrimônio público.
Educação, saúde e despesa com pessoal
No primeiro quadrimestre, Maringá aplicou 13,14% das receitas de impostos em educação. O montante considerado na composição do índice oficial chegou a R$ 104.894.556,09.
Na saúde, o investimento informado foi de R$ 292.458.984,02. Como os percentuais constitucionais são apurados ao longo do exercício, os números ainda precisam ser acompanhados nos próximos quadrimestres.
Em relação à despesa com pessoal, o município informou aplicação de R$ 1.275.175.062,36. O cálculo considera despesas liquidadas e inscritas em restos a pagar não processados, já com as deduções permitidas pela legislação.
Entre as deduções estão indenizações por demissão decorrentes de decisões judiciais relativas a período anterior e despesas com agentes comunitários de saúde e de combate às endemias pagas com recursos vinculados.
Controle social precisa acompanhar os próximos meses
O presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, Sidnei Telles, destacou a importância da participação dos vereadores e da comunidade no acompanhamento da gestão fiscal.
Embora o superávit de R$ 44,5 milhões indique equilíbrio neste início de ano, a fiscalização deve continuar. Isso porque a execução orçamentária muda ao longo dos meses, especialmente com o avanço de obras, contratos, folha de pagamento e investimentos obrigatórios.
Dessa forma, a audiência pública cumpre papel essencial para ampliar a transparência. Afinal, dinheiro público exige prestação de contas clara, fiscalização permanente e acesso amplo às informações.
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