TCE aponta queda de 54% na Administração Financeira da gestão Geny Violato em Santo Inácio

TCE aponta queda de 54% na Administração Financeira da gestão Geny Violato em Santo Inácio


O relatório do Tribunal de Contas do Estado do Paraná sobre as contas de 2023 de Santo Inácio aponta problemas preocupantes na gestão da então prefeita Geny Violato. Embora a análise formal das contas não tenha levado à rejeição, os dados do próprio TCE mostram queda em áreas essenciais da administração municipal.

Administração Financeira despencou

O ponto mais grave está na Administração Financeira. A nota da área caiu de 4,98 em 2022 para apenas 2,26 em 2023.

Na prática, isso representa uma queda de 54,62%.

Esse resultado acende alerta sobre a capacidade da prefeitura de organizar receitas, controlar a arrecadação, acompanhar a dívida ativa e manter uma gestão financeira eficiente.

Assistência Social também piorou

O TCE também apontou queda na Assistência Social. A nota caiu de 4,13 para 3,64, uma redução de 11,86%.

Dentro dessa área, o dado mais negativo aparece no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e no Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio, que caíram de 5,0 para 2,0.

Além disso, a articulação territorial e intersetorial caiu de 6,3 para 4,0. Portanto, o relatório indica fragilidade na rede de proteção às famílias vulneráveis.

Educação teve pontos críticos

Na Educação, o TCE mostrou que a nota geral ficou parada em 6,26. Porém, alguns indicadores pioraram.

O item acesso e permanência caiu de 2,8 para 0,8. Já o serviço de alimentação escolar caiu de 6,8 para 4,8. O transporte escolar também recuou de 8,5 para 7,0.

Esses dados indicam falhas em pontos diretamente ligados à rotina dos alunos.

Transparência ainda preocupa

A área de Transparência e Relacionamento com o Cidadão melhorou na nota geral, mas o relatório ainda mostra problemas graves.

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A regulamentação do Serviço de Informação ao Cidadão recebeu nota zero. Além disso, as ações de fomento ao controle social ficaram com apenas 0,8 ponto.

Ou seja, a prefeitura ainda apresenta dificuldades para garantir acesso adequado à informação pública e estimular a fiscalização da população.

O alerta deixado pelo TCE

O relatório não aponta apenas números. Ele mostra sinais de enfraquecimento da gestão pública em setores importantes.

A queda de 54,62% na Administração Financeira, a baixa nota da Assistência Social, os problemas na Educação e as falhas na Transparência formam um quadro que exige explicações da gestão Geny Violato.

Em uma cidade pequena, esses indicadores pesam mais. Quando a prefeitura falha na proteção social, famílias vulneráveis sentem primeiro. Quando a gestão financeira perde qualidade, o risco recai sobre toda a população. E quando a transparência não funciona, o cidadão fica sem instrumentos para fiscalizar.

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Redação O Diário de Maringá

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