O rato roeu a Ponte de Guaratuba? TCE aponta possível sobrepreço de R$ 14,9 milhões em aditivos
A Ponte de Guaratuba virou vitrine do governo Ratinho Junior. Agora, porém, a obra entrou na mira do Tribunal de Contas do Estado do Paraná.
A 5ª Inspetoria de Controle Externo do TCE-PR concluiu uma auditoria e apontou sete achados em aditivos contratuais da obra. Segundo os auditores, esses problemas podem ter gerado sobrepreço de R$ 14,9 milhões.
TCE mira aditivos da ponte
A fiscalização analisou os termos aditivos nº 1 e nº 3 do contrato da Ponte de Guaratuba. O contrato envolve o DER-PR e o Consórcio Nova Ponte.
De acordo com a 5ª ICE, os técnicos encontraram inclusão indevida de serviços, falhas na estimativa de preços, falta de aplicação de descontos previstos em lei e possíveis distorções na composição dos custos.
Por isso, o TCE-PR determinou que o DER-PR repactue o contrato. A medida busca compensar valores que o consórcio pode ter recebido acima do devido.
Obra de Ratinho e Sandro Alex
O governo Ratinho Junior inaugurou a Ponte de Guaratuba no início de maio. Além disso, Sandro Alex, então secretário de Infraestrutura e Logística, tratou a obra como uma das principais entregas da gestão estadual.
Durante a inauguração, o governo vendeu a ponte como marco histórico para o litoral. Entretanto, a auditoria mudou o tom da conversa.
Agora, a pergunta ganha força: quem vai explicar os aditivos?
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Processo segue no TCE
O conselheiro Mauricio Requião relata o processo. Neste momento, o TCE analisa as informações que o DER-PR enviou.
Depois disso, o caso seguirá para o Plenário do Tribunal. Os conselheiros vão decidir se os atos tiveram regularidade ou não.
Portanto, ainda não há condenação definitiva. Mesmo assim, os achados técnicos aumentam a pressão sobre o governo Ratinho Junior, o DER-PR e Sandro Alex.
A pergunta que incomoda
A Ponte de Guaratuba custou caro ao Paraná e rendeu muita propaganda ao governo. No entanto, se o TCE confirmar os apontamentos, a obra também poderá render cobrança, devolução de valores e desgaste político.
Afinal, quando uma obra usada como vitrine aparece com possível sobrepreço milionário, o contribuinte tem direito de perguntar:
O rato também roeu a Ponte de Guaratuba?
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