Professora Ana Lúcia poderá receber advertência ou até perder o mandato se comprovada suposta rachadinha; entenda o caso
A Justiça negou o pedido da vereadora Ana Lúcia para interromper uma denúncia que tramita na Câmara Municipal de Maringá.
A denúncia foi apresentada por um ex-assessor comissionado da própria Câmara. Ele acusa a vereadora de assédio moral, perseguição, constrangimento e uso da estrutura pública para assuntos particulares.
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Ex-assessor relata tarefas fora do cargo
Além disso, o ex-assessor afirma que fazia tarefas fora de suas funções. Ele também relata que a vereadora teria exigido contribuição partidária, mesmo sem ele ser filiado ao partido.
Por isso, o caso levanta dúvidas sobre a natureza dessa cobrança. Caso a investigação encontre indícios de que alguém exigia parte do salário do servidor de volta, as autoridades podem apurar o caso como possível “rachadinha”.
No entanto, essa classificação depende de provas e de apuração oficial.
Segundo o denunciante, ele gravou algumas dessas situações.
Vereadora tentou barrar o caso
Ana Lúcia entrou com mandado de segurança para tentar impedir o avanço da denúncia.
A defesa pediu o arquivamento imediato do caso. Entre os argumentos, apontou que o ex-assessor não seria eleitor de Maringá.
No entanto, o juiz Nicola Frascati Junior rejeitou esse argumento.
Segundo o juiz, a lei exige apenas que o denunciante seja eleitor. Portanto, ela não exige que ele vote na mesma cidade do vereador denunciado.
Plenário deve analisar a denúncia
O juiz também explicou que a presidência da Câmara não pode arquivar a denúncia por conta própria.
Pela regra, o caso precisa ir ao plenário. Assim, todos os vereadores devem analisar a denúncia e votar se aceitam ou rejeitam o pedido.
Dessa forma, a decisão não cabe apenas à presidência da Câmara.
População tem direito de saber
Na decisão, o juiz também afirmou que a fiscalização dos vereadores faz parte da democracia.
Ou seja, quando surge uma denúncia contra um agente político, a população tem o direito de saber se os fatos procedem ou não.
Por esse motivo, para o juiz, o interesse público deve prevalecer sobre o interesse pessoal da vereadora.
Denúncia continua na Câmara
Com a decisão da Justiça, a Câmara Municipal de Maringá mantém a denúncia contra Ana Lúcia em tramitação.
Agora, o Legislativo deve seguir o rito normal do processo.
Além disso, a Câmara ainda precisa decidir se abre ou não uma investigação contra a parlamentar.
No processo judicial, a Presidência da Câmara e o Ministério Público do Paraná ainda vão se manifestar antes da decisão final.
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