Presidente da ACIM acerta no discurso e erra no cenário escolhido para a gravação
Presidente da ACIM leva mensagem inspiradora sobre educação e trabalho, mas vídeo abre debate sobre atenção no trânsito
O empresário, professor e presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), José Carlos Barbieri, publicou um vídeo com uma mensagem forte sobre educação, trabalho e mobilidade social.
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No entanto, a escolha do cenário para a gravação acabou chamando tanta atenção quanto o próprio discurso.
Enquanto transmitia a mensagem, Barbieri dirigia um veículo e conversava diretamente com a câmera.
Assim, o vídeo passou a carregar duas mensagens bastante diferentes.
Uma delas merece ser seguida. A outra, definitivamente, merece reflexão.
A importância da educação e do trabalho
Durante a gravação, Barbieri compartilha parte da própria trajetória.
Ele conta que saiu cedo de casa para estudar. Também relembra que começou a dar aulas aos 17 anos.
Além disso, recorda um conselho recebido da família ainda na juventude.
Segundo ele, os pais sempre afirmavam que talvez não pudessem oferecer as melhores condições materiais, mas que a educação seria um patrimônio impossível de perder.
A partir dessa experiência, Barbieri construiu a ideia central do vídeo.
“Toda mobilidade social tem duas mãos: uma que estuda e outra que trabalha.”
A mensagem é positiva e inspiradora.
Educação e trabalho realmente representam ferramentas importantes para transformar vidas e criar oportunidades.
Um discurso que encontra apoio na sociedade
Poucas pessoas discordam da importância dos estudos e do esforço pessoal.
Ao longo do vídeo, Barbieri defende justamente essa combinação.
Segundo ele, muitas pessoas possuem vontade de estudar, mas não encontram oportunidades de trabalho.
Outras enfrentam a situação oposta.
Possuem trabalho, mas não conseguem estudar.
Quando essas duas oportunidades se encontram, afirma o presidente da ACIM, histórias começam a mudar.
Esse pensamento encontra respaldo em diversos estudos sobre mobilidade social e desenvolvimento econômico.
O problema não está na mensagem
A discussão provocada pelo vídeo não envolve o conteúdo apresentado.
Na verdade, o debate gira em torno da forma escolhida para transmitir a mensagem.
As imagens mostram Barbieri dirigindo enquanto conversa com a câmera.
A gravação, ao que tudo indica, foi feita por uma pessoa que ocupava o banco do passageiro.
Por esse motivo, o vídeo não demonstra uso ou manuseio de celular pelo condutor.
Ainda assim, em alguns momentos, o empresário gesticula e divide parte da atenção entre a direção e a gravação.
Campanha da Semob reforça preocupação
O episódio ocorre justamente em um período de campanhas educativas sobre distrações no trânsito.
Recentemente, a Secretaria de Mobilidade Urbana de Maringá intensificou ações voltadas para esse tema.
Segundo a Semob, utilizar o celular enquanto se dirige pode ser tão perigoso quanto dirigir sob efeito de álcool.
De acordo com a secretaria, esse comportamento pode aumentar em até 400% o risco de acidentes.
Embora o vídeo não mostre Barbieri utilizando um aparelho celular, a campanha também alerta para outras formas de distração ao volante.
A discussão vai além da infração
O Código de Trânsito Brasileiro exige atenção permanente do motorista durante a condução.
Além disso, a legislação estabelece regras para situações em que o condutor dirige com apenas uma das mãos.
No entanto, o vídeo, por si só, não permite afirmar a existência de infração.
Essa avaliação depende da análise das circunstâncias e, normalmente, da atuação da autoridade de trânsito.
Por esse motivo, a discussão se concentra muito mais no exemplo transmitido do que em eventual penalidade.
O peso do exemplo público
José Carlos Barbieri ocupa uma posição relevante na sociedade maringaense.
Como empresário, representa o setor produtivo.
Como professor, participa da formação de jovens e profissionais.
Já na presidência da ACIM, tornou-se uma das principais lideranças empresariais da região.
Consequentemente, suas atitudes ganham maior visibilidade.
Da mesma forma, aumentam as expectativas em relação ao exemplo transmitido à população.
Dois exemplos em um único vídeo
No fim das contas, o vídeo apresenta duas mensagens bastante claras.
A primeira merece reconhecimento.
Estudar, trabalhar e acreditar na educação continuam sendo caminhos importantes para a ascensão social.
A segunda mensagem provoca preocupação.
Transformar a direção de um veículo em ambiente para produção de conteúdo não parece ser a melhor escolha.
A metáfora das duas mãos
Curiosamente, a própria frase utilizada por Barbieri reforça essa reflexão.
Segundo ele, a mobilidade social depende de duas mãos.
Uma mão estuda.
A outra trabalha.
No trânsito, porém, as duas mãos também possuem outra missão importante.
Elas ajudam o motorista a manter o controle do veículo e a preservar a segurança nas vias.
O recado certo no momento errado
José Carlos Barbieri acertou ao valorizar a educação e o trabalho.
Poucos temas possuem tanta importância para o futuro do país.
Por outro lado, a escolha de gravar a mensagem durante a condução de um veículo abriu espaço para críticas e questionamentos.
Talvez resida justamente aí a principal lição do episódio.
O presidente da ACIM deixou dois exemplos bastante claros.
O primeiro merece ser seguido.
O segundo, como provavelmente diria a própria campanha da Semob, não deveria servir de referência para ninguém.
O espaço permanece aberto para manifestações e esclarecimentos de José Carlos Barbieri e da ACIM sobre as circunstâncias da gravação.
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