Espanha é campeã, mas troféu original continua nas mãos da FIFA

Espanha é campeã, mas troféu original continua nas mãos da FIFA


A Espanha conquistou a Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a Argentina por 1 a 0 na final disputada neste domingo, 19 de julho.

O jogo terminou sem gols no tempo normal. Por isso, as duas seleções seguiram para a prorrogação.

O atacante Ferran Torres marcou o gol decisivo no tempo extra e garantiu seu segundo título mundial. A primeira conquista ocorreu em 2010, na África do Sul.

Após o apito final, os jogadores receberam as medalhas e levantaram a taça diante dos torcedores. No entanto, a Espanha não levará o troféu original para guardar em seu país.



A FIFA mantém a posse da taça e entrega ao campeão apenas uma réplica oficial.

Com quem fica a taça da Copa do Mundo?

A FIFA é dona da taça original da Copa do Mundo.

Durante a cerimônia, a seleção campeã levanta o troféu, tira fotografias e comemora no gramado. Depois, a entidade recolhe a peça e volta a guardá-la.

A Espanha receberá uma réplica oficial para colocar em seu acervo. Portanto, o título pertence aos espanhóis, mas o troféu original continua com a FIFA.

Essa regra vale para todos os campeões. Mesmo que uma seleção conquiste vários títulos, ela não poderá ficar definitivamente com a taça atual.

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FIFA começou a usar a taça atual em 1974

A FIFA apresentou a atual taça da Copa do Mundo em 1974.

O escultor italiano Silvio Gazzaniga criou o troféu depois que o Brasil conquistou definitivamente a antiga Taça Jules Rimet.

A peça tem 36,8 centímetros de altura e pesa pouco mais de seis quilos. Além disso, contém ouro de 18 quilates e detalhes de malaquita na base.

O desenho mostra duas figuras humanas sustentando o planeta. A base também registra os nomes dos países campeões.

Porém, nenhuma seleção poderá conquistar definitivamente esse troféu.

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Brasil conquistou a Jules Rimet em definitivo

Durante décadas, a Copa do Mundo entregou ao campeão a Taça Jules Rimet.

Naquela época, o regulamento permitia que o primeiro país com três títulos ficasse definitivamente com o troféu.

O Brasil alcançou essa marca depois de vencer as Copas de 1958, 1962 e 1970. Assim, o futebol brasileiro ganhou a posse definitiva da taça.

A Confederação Brasileira de Futebol colocou o troféu em exposição na sede da entidade, no Rio de Janeiro.

Treze anos depois, criminosos levaram a peça.

Criminosos roubaram a Jules Rimet em 1983

Criminosos invadiram a sede da CBF e roubaram a Taça Jules Rimet em 19 de dezembro de 1983.

A polícia investigou o caso, prendeu suspeitos e obteve condenações. Mesmo assim, as autoridades nunca recuperaram o troféu original.

Desde então, o paradeiro da taça permanece desconhecido.

A versão mais conhecida afirma que os criminosos derreteram a peça para vender o metal. Contudo, os investigadores nunca localizaram fragmentos do troféu.

Por isso, não existe prova material definitiva de que a taça tenha sido destruída.

O correto, portanto, é afirmar que ninguém encontrou a Jules Rimet. Seu destino continua cercado por dúvidas.

Base encontrada não fazia parte da peça roubada

Anos depois, a FIFA encontrou uma antiga base da Taça Jules Rimet em seus arquivos, na Suíça.

No entanto, essa descoberta não representou a recuperação do troféu roubado no Brasil.

A FIFA havia retirado essa base da peça décadas antes do crime. Assim, a parte principal da taça conquistada pelo Brasil continua desaparecida.

CBF mantém uma réplica da Jules Rimet

Depois do roubo, a CBF recebeu uma réplica da Taça Jules Rimet.

Essa reprodução representa o tricampeonato brasileiro, mas não corresponde à peça original levantada pela Seleção em 1970.

A mesma lógica vale para a Espanha. A seleção comemorou o título de 2026 com a taça verdadeira, mas manterá apenas uma réplica oficial.

Assim, a Espanha fica com o título e com as medalhas. A FIFA, por sua vez, continua com a taça original.

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Redação O Diário de Maringá

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