Depois da Toro, Corolla da Prefeitura de Alto Piquiri revela repetição de multas por falta de identificação do motorista
Velozes e agora furiosos?
Depois da Fiat Toro, agora um Corolla ligado ao gabinete do prefeito aparece com 10 multas que somam R$ 3.765,34. Em seis casos, o município não informou quem estava ao volante. Somados aos R$ 16.815,33 levantados anteriormente na Toro, os valores chegam a R$ 20.580,67.
Mais um carro do gabinete do prefeito de Alto Piquiri, Giovane Mendes de Carvalho (PSD), aparece em um levantamento de multas de trânsito realizado por O Diário de Maringá.
Depois da Fiat Toro, agora é um Toyota Corolla XEi 2.0 Flex, placa BBH-5227, que chama atenção. O veículo é ano 2017/2018, está registrado em Alto Piquiri e consta no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) como carro de categoria oficial.

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O extrato emitido em 8 de agosto de 2026 mostra 10 multas obrigatórias, que somam R$ 3.765,34.
O dado amplia uma situação que já havia aparecido no levantamento da Fiat Toro Freedom AT9 4×4, placa RHK-8J01, também utilizada pelo gabinete.
Na Toro, o levantamento anterior identificou valores que chegavam a R$ 16.815,33 entre multas e autuações.
Agora, somando os dois veículos, o montante chega a R$ 20.580,67.
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Corolla repete problema que já apareceu na Toro
Além do valor das multas, outro ponto chama atenção.
Das dez multas do Corolla, seis ocorreram porque o condutor não foi identificado.
Quando um carro registrado em nome de uma pessoa jurídica recebe uma infração, o responsável precisa informar ao órgão de trânsito quem estava dirigindo. Caso isso não aconteça, surge uma nova penalidade pela falta de identificação do motorista.
No Corolla do gabinete, isso aconteceu seis vezes.
As seis multas somam R$ 2.919,61. Portanto, aproximadamente 77,5% dos R$ 3.765,34 registrados no veículo estão ligados justamente à falta de identificação do condutor.
Os valores individuais são de R$ 504,59, R$ 433,95, R$ 277,78, R$ 318,47, R$ 758,50 e R$ 626,32.
E esse problema não apareceu apenas no Corolla.
No levantamento anterior da Fiat Toro, O Diário de Maringá identificou 21 penalidades relacionadas à falta de identificação do condutor.
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Com o Corolla, aparecem mais seis.
Assim, considerando os dois levantamentos, são 27 ocorrências relacionadas à falta de identificação de quem estava dirigindo veículos do gabinete.
A repetição deixa uma pergunta objetiva para a administração municipal: por que os motoristas dos carros oficiais deixam de ser identificados tantas vezes?
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Toro tinha 47 ocorrências
O caso da Fiat Toro já havia chamado atenção pelos números.
O levantamento anterior apontou 47 ocorrências de trânsito, sendo 43 multas e quatro autuações notificadas.
Os valores levantados chegavam a R$ 16.815,33.
Entre os registros, havia 22 infrações por excesso de velocidade e 21 penalidades ligadas à não identificação do condutor.
Na ocasião, a Prefeitura informou que trataria da identificação e responsabilização dos motoristas por meio do Processo Administrativo nº 08/2025.
Agora, o Corolla mostra que a questão não ficou restrita à Toro.
Corolla também tem multas por excesso de velocidade
Além das seis penalidades pela falta de identificação do motorista, o Corolla recebeu três multas por excesso de velocidade.
Uma aconteceu em 24 de maio de 2024, em Toledo. O órgão de trânsito registrou velocidade até 20% acima do limite. A multa ficou em R$ 162,68.
Depois, em 23 de janeiro de 2025, o Corolla recebeu uma multa de R$ 221,85 na BR-376, km 307,8. Nesse caso, o veículo trafegava entre 20% e 50% acima da velocidade permitida.
Em 15 de maio de 2025, houve outra infração na BR-487, km 132,900. O valor foi de R$ 141,70.
As três multas por velocidade somam R$ 526,23.
Corolla também avançou sinal vermelho
Há ainda uma multa por avanço de sinal vermelho.
O registro ocorreu em 4 de agosto de 2025, às 8h24, no cruzamento da Avenida Paraná com a Avenida Rolândia, em Umuarama.
A fiscalização eletrônica registrou a ocorrência e aplicou multa de R$ 319,50.
Portanto, as dez multas do Corolla se dividem assim: seis por falta de identificação do motorista, três por excesso de velocidade e uma por avanço de sinal vermelho.
Dois carros do gabinete e R$ 20.580,67
Com o novo levantamento, os números passam a ser estes:
Fiat Toro: R$ 16.815,33
Toyota Corolla: R$ 3.765,34
Total: R$ 20.580,67
O Corolla também apresenta R$ 283,83 em taxa de licenciamento de exercícios anteriores e mais R$ 94,61 do licenciamento de 2026. Esses valores não entram na soma de R$ 20.580,67 apresentada acima, que considera apenas os valores das multas e ocorrências informados nos dois levantamentos.
Quem dirigia e quem vai pagar?
Os documentos mostram as multas. Porém, no caso do Corolla, eles não revelam quem estava ao volante nas datas das infrações nem quem assumirá o pagamento.
Também não permitem afirmar, apenas com base no extrato, que a Prefeitura tenha usado dinheiro público para pagar essas multas.
Esse é justamente um dos pontos que a administração precisa esclarecer.
Depois da Toro e agora do Corolla, as perguntas aumentaram: quem utilizava esses veículos, por que tantos condutores não foram identificados, quem pagou ou pagará as multas e como funciona o controle dos carros colocados à disposição do gabinete do prefeito?
O Detran-PR informa que detalhes sobre cada penalidade devem ser obtidos com o órgão responsável pela multa. O extrato também esclarece que pagamentos já realizados podem levar até dois dias úteis para aparecer no cadastro.
O Diário de Maringá vai solicitou manifestação da Prefeitura de Alto Piquiri sobre o Corolla, a repetição das multas por falta de identificação do motorista e a situação dos valores relacionados aos dois veículos do gabinete. A resposta da administração será publicada integralmente nos pontos relacionados aos questionamentos apresentados.



