A mesma comunicação? O limite entre a máquina de mídia do governo Ratinho e a campanha de Sandro Alex

A mesma comunicação? O limite entre a máquina de mídia do  governo Ratinho e a campanha de Sandro Alex


Registro divulgado nas redes mostra grupo reunido para o primeiro debate. Publicação também abre questionamentos sobre a participação de integrantes da comunicação oficial do Governo do Paraná na campanha eleitoral.

Uma fotografia publicada nas redes sociais mostra 25 pessoas reunidas em uma sala sob a identificação “Equipe de redes” e a frase “Prontos para o primeiro debate”, acompanhada da hashtag #unidoseempaz.

A dimensão da equipe chama atenção por se tratar, aparentemente, apenas de uma frente da comunicação digital ligada à campanha de Sandro Alex.

Sem novidade



A imagem, por si só, não revela quem são todas as pessoas, quais possuem vínculo profissional com a campanha, quantas recebem remuneração ou quem arca com os custos dessa estrutura. Mas abre uma pergunta objetiva: se 25 pessoas aparecem reunidas apenas em uma sala relacionada às redes sociais, qual é o tamanho total da estrutura de comunicação da campanha?

Quantos profissionais trabalham nas equipes de televisão, rádio, imprensa, produção de vídeos, fotografia, monitoramento, design e estratégia? E, principalmente, quem paga por toda essa operação?

Qual é a participação de Cinthia Genguini?

Outro ponto que merece esclarecimento envolve Cinthia Amador Genguini.

O story foi publicado pelo perfil @cinthiagenguini. Segundo a página oficial “Quem é quem”, da Secretaria de Estado da Comunicação do Paraná, Cinthia ocupa o cargo de diretora de Comunicação Digital da SECOM, nomeada pelo Decreto nº 8.707/2025.

Documentos oficiais da própria SECOM também registram Cinthia como diretora de Comunicação Digital e mostram sua atuação em atividades diretamente relacionadas à estratégia de comunicação institucional do Estado.

A publicação, portanto, levanta uma pergunta que precisa ser respondida: qual é exatamente a participação da diretora de Comunicação Digital do Governo do Paraná na campanha de Sandro Alex?

Ela integra oficialmente a equipe eleitoral? Atua como voluntária? Está afastada de suas funções durante atividades de campanha? Participa apenas fora do expediente? Ou não possui qualquer função formal na campanha?

Essas respostas são importantes justamente porque Cinthia ocupa uma posição estratégica na estrutura responsável pela comunicação institucional do Governo do Paraná.

O fato de ela ter publicado a fotografia não permite afirmar, sozinho, que houve uso da estrutura pública ou irregularidade eleitoral. Também não permite concluir que as pessoas que aparecem na sala sejam servidores estaduais.

Mas seu cargo público torna necessária uma separação clara entre sua função dentro do Governo do Paraná e eventual atividade político-eleitoral.

Onde termina o governo e começa a campanha?

A questão vai além de uma única servidora.

Durante anos, o Governo Ratinho Junior construiu uma ampla estrutura de comunicação para divulgar programas, obras, investimentos e ações estaduais. Releases, vídeos, fotografias, entrevistas e conteúdos oficiais chegam diariamente a emissoras de rádio, televisão, sites e jornais espalhados pelo Paraná.

Esse trabalho integra as atribuições da comunicação pública quando informa atos de interesse da população.

Em ano eleitoral, porém, surge uma fronteira que precisa ficar absolutamente clara: onde termina a comunicação institucional financiada pelo contribuinte e onde começa a comunicação eleitoral destinada a beneficiar um candidato?

Também cabe perguntar quantos integrantes que atuaram na comunicação do Palácio Iguaçu antes do período eleitoral migraram ou passaram a colaborar com a campanha de Sandro Alex.

Se houve essa movimentação, em quais condições ocorreu?

Os servidores foram afastados? Pediram licença? Continuam recebendo remuneração do Estado? Trabalham na campanha somente fora do expediente? Utilizam equipamentos particulares ou alguma estrutura pertencente ao governo?

São perguntas documentais, que podem ser respondidas sem especulação.

Quem paga as equipes?

A fotografia também coloca no centro da discussão o custo da estrutura eleitoral.

Se apenas uma sala reúne 25 pessoas relacionadas às redes sociais, quanto custa toda a operação de comunicação?

A campanha contratou diretamente esses profissionais? Existem agências responsáveis pelo serviço? Há voluntários? Quais empresas foram contratadas e quais valores aparecem na prestação de contas eleitoral?

Também é legítimo verificar se empresários ou pessoas ligadas a empresas que possuem contratos com o Governo do Paraná participam do financiamento eleitoral dentro das regras permitidas pela legislação.

O mesmo vale para pessoas ligadas a empresas beneficiadas por políticas públicas ou incentivos fiscais estaduais.

Não se trata de afirmar que isso ocorreu. Sem documentos, qualquer acusação seria irresponsável.

Trata-se de verificar quem financia uma estrutura eleitoral de grande porte e se todas as despesas, serviços e eventuais doações aparecem de maneira transparente na prestação de contas da campanha.

Uma fotografia e várias perguntas

A imagem mostra um dado concreto: 25 pessoas aparecem reunidas em uma sala identificada como “Equipe de redes” para o primeiro debate.

A publicação também partiu do perfil de uma pessoa que, segundo o próprio Governo do Paraná, exerce a função de diretora de Comunicação Digital da Secretaria de Estado da Comunicação.

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A partir daí, as perguntas são inevitáveis.

Qual é o tamanho completo da estrutura eleitoral de Sandro Alex?

Quantas pessoas trabalham na comunicação da campanha?

Quanto custa essa operação?

Quem está pagando?

Quantos integrantes da comunicação oficial do Governo Ratinho Junior passaram a atuar na campanha?

E qual é exatamente a participação de Cinthia Genguini nessa estrutura?

As respostas não precisam vir de suposições. Podem vir da campanha, da Secretaria de Comunicação, dos registros funcionais e da prestação de contas eleitoral.

TV Diário
Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Perfil Profissional: Gilmar Ferreira (MTB 0011341/PR) Gilmar Ferreira consolida uma carreira multifacetada como jornalista, apresentador de programas de TV e mestre de cerimônias, unindo o rigor da investigação à fluidez da comunicação ao vivo. Com atuação destacada no Paraná e Santa Catarina, ele imprime autoridade técnica e sensibilidade humana em cada projeto que lidera. Atuação Estratégica Atual Diretor de Redação: O Diário de Maringá. Comentarista: Programa Paraná Cidadesno Canal 10.1 e RDR FM 93,3. Mestre de Cerimônias: Atuação oficial em eventos de destaque no Estado do Paraná. Experiência em Televisão Reconhecido pela presença de vídeo e condução de pautas complexas, Gilmar atuou como apresentador de programas e âncora nas seguintes emissoras: TV Maringá (Band) RIC TV Maringá (Record) Record News (Rede Mercosul) RTV 10 Maringá Trajetória no Rádio Com passagens por emissoras líderes de audiência, sua voz é referência em informação e entretenimento: Paraná: Jovem Pan FM, Metropolitana FM, Rede de Rádios, Globo FM, Rádio Colorado AM e Eden FM. Santa Catarina: Rádio Menina FM e Rádio Globo AM (Blumenau)

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