Silvio precisa assumir as rédeas antes que a equipe derrube sua gestão

Silvio precisa assumir as rédeas antes que a equipe derrube sua gestão


Experiência e currículo não bastam se secretários, diretores, gerentes e superintendentes não entregarem resultados; depois das eleições, o prefeito precisa avaliar a equipe e promover as mudanças necessárias

Por Gilmar Ferreira

Ninguém questiona o currículo de Silvio Barros. O prefeito de Maringá é um homem culto, possui experiência administrativa e acumula conhecimento sobre gestão pública. Tanto é verdade que ministra palestras sobre o tema no Brasil e em outros países.

Entretanto, chegou o momento de transformar esse conhecimento em comando efetivo dentro da Prefeitura de Maringá.



A caneta não pode apenas aparecer como sendo de Silvio Barros. Ela precisa mostrar, na prática, que está sob o controle do prefeito. Isso significa definir prioridades, cobrar resultados e substituir quem não acompanha o ritmo esperado pela administração.

Depois das eleições de 2026, Silvio terá a oportunidade de avaliar secretários, diretores, gerentes e superintendentes. Quem ocupa um cargo de confiança precisa apresentar trabalho, competência e compromisso com o governo.

Exonerações e nomeações

A experiência precisa aparecer na gestão

Um currículo respeitável ajuda a construir credibilidade. No entanto, a população avalia o prefeito pelo funcionamento dos serviços públicos, pela capacidade de resolver problemas e pelos resultados entregues pela equipe.

Quando um secretário não apresenta respostas, a responsabilidade política chega ao gabinete do prefeito. O mesmo acontece quando diretores, gerentes ou superintendentes demonstram despreparo, lentidão ou falta de compromisso.

Semob, GM e PM vão esperar o influencer atropelar alguém para tomar providências?

Silvio Barros pode orientar, delegar e dividir responsabilidades. Contudo, não pode permitir que integrantes da equipe confundam autonomia com independência absoluta. A autoridade final precisa ser exercida por quem recebeu o mandato da população.

A caneta é do prefeito. Por isso, deve ser usada para reconhecer quem trabalha, corrigir falhas e afastar quem não corresponde à confiança recebida.

Cargo de confiança exige resultado e lealdade

Lealdade não significa concordar com tudo nem esconder problemas. O integrante leal alerta o prefeito, apresenta soluções, assume responsabilidades e trabalha para que a gestão cumpra seus compromissos.

A falta de lealdade pode aparecer quando alguém utiliza o cargo para fortalecer um projeto pessoal, evita decisões difíceis ou abandona o prefeito nos momentos de crise. Também surge quando problemas conhecidos permanecem sem resposta e acabam recaindo sobre a imagem do chefe do Executivo.

Sem fatos individualizados, não cabe apontar nomes nem condenar previamente qualquer integrante da administração. Cabe ao prefeito, porém, descobrir quem realmente trabalha pelo governo, quem entrega resultados e quem apenas ocupa espaço na estrutura municipal.

Mudanças precisam alcançar toda a estrutura

Uma eventual reforma administrativa depois das eleições não pode ficar restrita aos secretários. Silvio Barros precisa avaliar também diretores, gerentes e superintendentes.

Muitas decisões importantes passam por esses níveis da administração. São esses profissionais que transformam uma determinação do prefeito em serviço público. Quando essa estrutura falha, a orientação pode não chegar à população.

A avaliação deve considerar metas, resultados, problemas pendentes e providências adotadas. Quem demonstrou competência deve permanecer. Quem não correspondeu às responsabilidades precisa dar lugar a alguém mais preparado.

Mudar apenas os nomes do primeiro escalão, mantendo os mesmos problemas nos setores intermediários, produzirá uma reforma apenas aparente.

A conta sempre chega ao prefeito

A população não conhece todos os diretores, gerentes e superintendentes da administração municipal. Por isso, quando um serviço falha, o cidadão responsabiliza Silvio Barros.

O eleitor não votou nos secretários. Não escolheu os diretores. Também não participou da nomeação dos gerentes e superintendentes. Essas decisões pertencem ao prefeito e, consequentemente, os resultados dessas escolhas também recaem sobre ele.

Depois das eleições, não haverá justificativa para adiar providências. Silvio Barros precisará identificar quem ajuda, quem atrapalha e quem trabalha apenas para si mesmo.

O prefeito possui currículo, conhecimento e experiência para conduzir uma administração eficiente. Agora, precisa mostrar autoridade sobre a própria equipe.

A caneta pode carregar o nome de Silvio Barros. Porém, isso não basta. Ela precisa demonstrar, por meio de decisões concretas, que o prefeito realmente tem poder sobre ela. Caso contrário, será Silvio quem pagará a conta pela incompetência administrativa ou pela eventual falta de lealdade de pessoas escolhidas para ajudá-lo a governar Maringá.

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Redação O Diário de Maringá

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