TRE-PR rejeita pedido para retirar fala de Moro sobre reajuste da Copel

TRE-PR rejeita pedido para retirar fala de Moro sobre reajuste da Copel


Tribunal considerou que a participação da companhia na revisão tarifária permite ao candidato dizer que ela “pediu o aumento”. A Aneel homologou o índice.

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) julgou improcedente uma representação contra o candidato ao Governo do Paraná Sergio Moro (PL) por declarações sobre o reajuste de cerca de 20% na tarifa de energia elétrica da Companhia Paranaense de Energia (Copel). No processo nº 0601935-65.2026.6.16.0000, o tribunal não considerou falsa a afirmação de que a empresa “pediu o aumento”.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou o índice após a revisão tarifária da Copel Distribuição. A decisão, porém, registra que a companhia participou do processo, forneceu dados e apresentou uma proposta de estrutura tarifária posteriormente homologada pela agência.



O TRE-PR também analisou a atribuição de responsabilidade ao governo estadual. Segundo a decisão, divergências sobre quem responde pelo reajuste fazem parte do debate eleitoral. Por isso, podem ser contestadas publicamente, sem a retirada da fala de Moro.

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Candidato cobra qualidade no fornecimento

“Esse reajuste foi solicitado pela Copel”, afirmou Moro. O candidato reconheceu que a Aneel homologou o aumento. Ainda assim, disse que a empresa poderia ter apresentado uma solicitação menor diante da situação econômica das famílias.

Moro relacionou a tarifa à qualidade do serviço. “Somos de direita e defendemos a liberdade econômica, mas a privatização deveria gerar ganhos de eficiência. Infelizmente, não é isso que a gente tem visto com clareza”, declarou. Em seguida, citou quedas de energia e demora no restabelecimento do fornecimento.

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A cobrança já havia aparecido em maio, durante uma audiência pública no Senado com representantes da Copel, da Aneel e de entidades empresariais. Na ocasião, Moro questionou as interrupções de energia e os prejuízos relatados por consumidores, empresas e produtores rurais.

Segundo o candidato, a direção da Copel informou que pedidos de ressarcimento por esses prejuízos estavam em discussão na Justiça. Moro defendeu apoio do Estado aos consumidores que buscam reparação.

“Há agricultores que relatam prejuízos expressivos na produção por causa das quedas de energia. O cidadão não pode ficar sozinho diante desse problema. Se for necessário buscar uma reparação, queremos a Procuradoria do Estado ao lado do paranaense”, afirmou.

A decisão do TRE-PR permite a permanência da manifestação de Moro no debate eleitoral. O julgamento não altera o reajuste homologado pela Aneel nem resolve os pedidos de ressarcimento dos consumidores.

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Redação O Diário de Maringá

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