Ex-assessor endurece o tom e promete registrar BO contra cada nova suposta ofensa de Ana Lúcia Rodrigues

Ex-assessor endurece o tom e promete registrar BO contra cada nova suposta ofensa de Ana Lúcia Rodrigues


Segundo o Portal de Notícias Maringá News, do jornalista Angelo Rigon, Vinícius França afirmou que voltou à Polícia Civil após tomar conhecimento de novas declarações que considera ofensivas. Comissão Processante decidiu dar continuidade ao processo contra a vereadora.

O ex-assessor parlamentar Vinícius França registrou nesta terça-feira um novo boletim de ocorrência na Polícia Civil contra a vereadora Professora Ana Lúcia Rodrigues (PDT), presidente municipal do partido em Maringá.

A informação foi publicada pelo Portal de Notícias Maringá News, do jornalista Angelo Rigon. Em vídeo divulgado nas redes sociais, França afirmou que tomou conhecimento de novas declarações atribuídas à parlamentar e decidiu formalizar a ocorrência.

Segundo o ex-assessor, Ana Lúcia continuaria fazendo afirmações que ele considera difamatórias.



“Ela continua me difamando, continuando os assédios, né? Ela já tinha feito isso antes, mas agora, mesmo após a comissão processante, ela continua fazendo as suas calúnias e dando continuidade aos assédios”, declarou.

França também afirmou que pretende registrar novas ocorrências sempre que considerar que a vereadora apresentou informações falsas sobre ele.

“Toda vez que Ana Lúcia levantar informações inverídicas sobre mim, vai ter um boletim de ocorrência contra ela”, disse.

O registro do boletim representa a formalização da versão apresentada pelo ex-assessor à Polícia Civil. O documento, por si só, não comprova a prática de crime nem antecipa eventual conclusão das autoridades.

Comissão aprova continuidade do processo

A Comissão Processante da Câmara Municipal de Maringá aprovou nesta terça-feira, por unanimidade, parecer favorável ao prosseguimento do processo contra Ana Lúcia Rodrigues.

A decisão ocorreu após a análise da defesa prévia apresentada pela parlamentar.

Integram a comissão o presidente Guilherme Machado (PL), a vereadora Akemi Nishimori (PSD) e o relator Luiz Neto (Agir).

Luiz Neto apresentou parecer favorável à continuidade do procedimento após examinar a defesa da vereadora e os documentos incluídos no processo.

Os três integrantes acompanharam o relatório.

Segundo Guilherme Machado, a acusação apresentou elementos sobre possíveis irregularidades. O vereador também classificou a defesa de Ana Lúcia como robusta e fundamentada em diferentes argumentos.

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“O parecer emitido pelo relator rebateu as alegações trazidas na defesa prévia, nos convencendo de que seria melhor darmos prosseguimento ao procedimento, até mesmo para que a vereadora tivesse, na instrução probatória, mais possibilidades de provar sua inocência”, afirmou.

Comissão diz não ter identificado nulidades

Akemi Nishimori afirmou que a comissão não encontrou nulidades capazes de comprometer a regularidade do processo.

“Nesta fase processual, prevista no art. 5º, inciso III, do Decreto-Lei nº 201/1967, cabe apenas verificar a existência de elementos mínimos que justifiquem o prosseguimento da instrução, sem qualquer julgamento antecipado sobre o mérito ou eventual responsabilidade da denunciada”, declarou.

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Segundo a vereadora, o parecer concluiu pela regularidade do procedimento e pela existência de indícios suficientes para a continuidade da apuração.

“Acompanho integralmente o voto do relator, votando pela rejeição das preliminares apresentadas pela defesa e pelo prosseguimento do Processo Administrativo SEI nº 26.0.000005821-0, com a instauração da fase de instrução, oportunidade em que serão produzidas as provas necessárias ao esclarecimento dos fatos”, afirmou.

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Processo entra na fase de instrução

Com a aprovação do parecer, a Comissão Processante inicia a fase de instrução.

Nessa etapa, os integrantes poderão determinar diligências, analisar documentos e ouvir as partes e as testemunhas indicadas.

O procedimento deve assegurar o contraditório e a ampla defesa, conforme estabelece o Decreto-Lei nº 201/1967.

Depois da instrução, a comissão abrirá prazo de cinco dias para que Ana Lúcia apresente as razões finais.

Em seguida, o grupo elaborará parecer pela procedência ou improcedência da acusação.

O documento seguirá para votação no plenário da Câmara Municipal de Maringá.

Somente nessa fase os vereadores decidirão pelo arquivamento do processo ou pela aplicação das medidas previstas na legislação.

A Comissão Processante deve concluir os trabalhos dentro do prazo legal de 90 dias, contado a partir da notificação da vereadora, realizada em 6 de julho.

A continuidade do processo não representa condenação nem decisão antecipada sobre a responsabilidade de Ana Lúcia Rodrigues.

A reportagem não recebeu, até a publicação desta matéria, manifestação da vereadora sobre o novo boletim de ocorrência citado por Vinícius França. O espaço permanece aberto.

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Redação O Diário de Maringá

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