Lei Gabriel Muniz: Ricardo Barros agiu, Fahur protocolou, Nishimori se movimenta e Sergio Moro continua em silêncio
Enquanto três parlamentares deram respostas à cobrança de O Diário de Maringá, o senador ainda não se manifestou. A campanha eleitoral seria a prioridade de Sergio Moro neste momento?
A cobrança feita por O Diário de Maringá aos parlamentares do Paraná começou a apresentar resultados concretos em Brasília.
A redação procurou Ricardo Barros, Sargento Fahur, Luiz Nishimori e Sergio Moro para saber o que cada um faria para aumentar a punição de motoristas embriagados que provocam mortes no trânsito.
O pedido ganhou força após a morte de Gabriel Muniz, em Maringá. A proposta passou a ser chamada de Lei Gabriel Muniz.
Três parlamentares responderam ou começaram a se movimentar. Sergio Moro, até agora, permanece em silêncio.
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Ricardo Barros respondeu ainda no domingo
O primeiro a responder foi o deputado federal Ricardo Barros.
A manifestação ocorreu ainda na noite de domingo (2), poucas horas depois do questionamento enviado pela redação.
Ricardo Barros informou que apresentaria uma proposta para aumentar a pena de quem dirige embriagado e provoca a morte de outra pessoa.
Segundo o deputado, a pena, hoje prevista entre cinco e oito anos, passaria para cinco a 12 anos de prisão.
Ele também afirmou que pretende trabalhar para acelerar a análise de propostas semelhantes que já estejam em discussão no Congresso Nacional.
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Nishimori prometeu se mobilizar
Na manhã desta segunda-feira (3), o deputado federal Luiz Nishimori também respondeu à cobrança.
Nishimori informou que pretende se mobilizar ainda nesta semana sobre o caso e sobre a necessidade de uma legislação mais rigorosa.
A redação aguarda quais medidas concretas o parlamentar adotará.
Fahur protocola projeto no fim da tarde
No fim da tarde desta segunda-feira, ocorreu o avanço mais concreto até agora.
Às 18h34, a assessoria do deputado federal Sargento Fahur encaminhou à redação o Projeto de Lei nº 4.869/2026.
O texto havia sido protocolado na Câmara dos Deputados às 17h.
A proposta cita diretamente a morte de Gabriel Muniz como uma das razões para aumentar a punição de motoristas embriagados.
Na justificativa, Fahur afirma que Gabriel morreu após um grave acidente em Maringá e que o motorista apresentava sinais de embriaguez. O documento também registra que ele admitiu ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir.
Pena de até 20 anos
O projeto de Sargento Fahur prevê pena de seis a 20 anos de prisão para o motorista que, sob efeito de álcool ou outra substância, provocar uma morte.
O crime também passaria a ser inafiançável.
Isso significa que o motorista não poderia sair da prisão apenas com o pagamento de fiança.
A proposta ainda determina a suspensão do direito de dirigir por dez anos.
A pena poderá aumentar quando o acidente provocar duas ou mais mortes, quando o motorista for reincidente, estiver sem habilitação ou fugir do local para evitar a responsabilidade pelo ocorrido.
Multas e pagamento das despesas
O projeto também prevê multas mais altas.
Quando houver morte, a multa poderá chegar a 150 vezes o valor de uma infração gravíssima. O motorista ainda ficará dez anos sem poder dirigir.
Se a vítima ficar com invalidez permanente, o texto prevê multa de 100 vezes o valor da infração gravíssima e suspensão da habilitação por sete anos.
O responsável também deverá pagar despesas médicas, hospitalares, funerárias e de reabilitação.
A proposta ainda prevê o pagamento dos valores que a vítima deixou de receber durante o período em que ficou sem condições de trabalhar.
Sergio Moro segue em silêncio
O senador Sergio Moro também recebeu o questionamento enviado por O Diário de Maringá.
Até a publicação desta matéria, porém, não havia apresentado resposta.
A redação perguntou quais medidas o senador pretende defender para aumentar a punição de motoristas embriagados que provocam mortes.
Ricardo Barros respondeu ainda no domingo. Nishimori se manifestou na manhã de segunda-feira. Fahur protocolou um projeto no fim da tarde.
Sergio Moro continua em silêncio.
A ausência de resposta levanta um questionamento: a campanha eleitoral seria a prioridade do senador neste momento, enquanto uma família cobra mudanças para evitar que outras mortes aconteçam?
O Diário de Maringá espera que Sergio Moro não considere a campanha mais importante do que este debate.
Também espera que o senador rompa o silêncio, apresente uma posição clara e diga à sociedade o que pretende fazer.
Caso ele responda, sua manifestação será publicada.
Cobrança continuará
A mobilização pela Lei Gabriel Muniz busca uma resposta mais dura do Congresso Nacional contra motoristas que bebem, dirigem e provocam mortes.
Até agora, Ricardo Barros anunciou uma proposta, Luiz Nishimori prometeu mobilização e Sargento Fahur protocolou o Projeto de Lei nº 4.869/2026.
Sergio Moro ainda não respondeu.



