Coragem, Sandro Alex: responda às perguntas de Gilmar Ferreira

Coragem, Sandro Alex: responda às perguntas de Gilmar Ferreira


Jornalista perguntou como Sandro Alex pretende garantir transparência, fiscalização e prevenção de sobrepreço em contratos, obras e convênios do Governo do Paraná; candidato destacou realizações, culpou a burocracia e não explicou quais mecanismos adotaria

O jornalista Gilmar Ferreira questionou Sandro Alex, durante sua passagem pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), na manhã desta quarta-feira, 16 de setembro, sobre quais medidas adotaria para garantir transparência, fiscalização e controle dos contratos, das obras e dos convênios do Governo do Paraná. A pergunta citou suspeitas de sobrepreço e superfaturamento divulgadas pela imprensa, obras que não foram concluídas e relatos de prestadores de serviços que ainda aguardam pagamento.

Sandro Alex, porém, não apresentou medidas concretas para evitar irregularidades. Em vez de explicar como pretende fiscalizar contratos, acompanhar pagamentos e impedir sobrepreços, o candidato falou sobre o volume de obras do Estado, atacou a burocracia e afirmou que sabe fazer os projetos funcionarem.



“Coloca na minha mão que eu coloco para funcionar, e eu coloquei para funcionar”, respondeu.

Pergunta tratou de fiscalização e transparência

Gilmar Ferreira perguntou como Sandro Alex pretende conduzir obras sem permitir atrasos, paralisações, falta de pagamento e possíveis irregularidades nos valores contratados.

O jornalista também cobrou uma resposta específica sobre o fortalecimento da fiscalização. A intenção era saber quais instrumentos seriam usados para controlar contratos, obras e convênios estaduais.

Sandro Alex declarou que o grupo político que combate representa a burocracia. Também afirmou que determinados interesses tentam impedir o andamento de grandes projetos públicos.

Ao comentar uma das obras mencionadas, ele disse que foram necessários cinco anos para superar obstáculos nos órgãos de controle. Segundo Sandro Alex, existiriam interesses relacionados à exploração de balsas, à especulação imobiliária e a pessoas ligadas a adversários políticos.

As declarações foram apresentadas pelo candidato sem a identificação, naquele momento, de documentos ou decisões que comprovassem essas acusações.

Sandro Alex cita obras, mas não detalha controles

Sandro Alex afirmou que o Governo do Paraná mantém cerca de R$ 15 bilhões em obras e declarou que não existe contrato suspenso ou com apontamento.

“Eu tenho hoje prestação de serviço, transparência, R$ 15 bilhões em obras, não tenho um contrato sob suspensão ou apontamento”, disse.

A resposta, contudo, não esclareceu quais procedimentos seriam adotados para prevenir sobrepreço, fiscalizar medições, conferir pagamentos, acompanhar convênios e responsabilizar empresas ou agentes públicos em caso de irregularidades.

Gilmar Ferreira insistiu:

“O senhor não respondeu sobre a fiscalização. Agora eu quero saber como vai agir para que não tenha sobrepreço e exista uma fiscalização melhor.”

Mais uma vez, Sandro Alex não explicou os mecanismos de controle. Limitou-se a afirmar que continuará executando obras e que não possui condenação.

“Fique tranquilo, nós vamos tocar e vamos continuar tocando. Nós não temos nenhuma condenação”, respondeu.

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Ausência de condenação não substitui prestação de contas

A pergunta não tratava de eventual condenação pessoal de Sandro Alex. O questionamento buscava uma proposta objetiva para assegurar transparência na aplicação do dinheiro público.

Dizer que não possui condenação não esclarece como o governo fiscalizará contratos, evitará aditivos injustificados, garantirá o pagamento dos prestadores e responderá às suspeitas levantadas sobre obras estaduais.

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Também não basta anunciar bilhões de reais em investimentos. Quanto maior o volume de recursos públicos, maior deve ser a transparência. O cidadão precisa saber quanto cada obra custa, por que determinados valores foram alterados, quais empresas receberam pagamentos e quais órgãos acompanham a execução dos serviços.

Sandro Alex teve a oportunidade de responder diretamente. Preferiu destacar sua imagem de “tocador de obras”, culpar a burocracia e prometer novos investimentos. A questão central, entretanto, permaneceu sem resposta: como pretende garantir fiscalização efetiva e transparência nos contratos, nas obras e nos convênios do Governo do Paraná?

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Falar em “tocador de obras” em Maringá dá até arrepio nos maringaenses. Assim como Sandro Alex se apresenta dessa forma, Jairo Gianoto também se colocava como tocador de obras. E todos já sabem como essa história terminou.

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Redação O Diário de Maringá

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