Governo Ratinho Junior informou apenas 20% dos boletins de ocorrência ao Ministério da Justiça em 2024
Tribunal de Contas do Estado aponta que a gestão estadual usou menos da metade dos R$ 45,6 milhões recebidos para modernizar o envio de dados ao Sinesp
O Governo Ratinho Junior enviou ao Ministério da Justiça apenas 295 mil boletins de ocorrência registrados no Paraná em 2024. O número representa cerca de 20% dos aproximadamente 1,5 milhão de registros lavrados no estado durante o ano.
O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) apresentou os dados à Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp). Até o momento, porém, o governo estadual ainda não disponibilizou as informações referentes a 2025.
Segundo o TCE-PR, a falta de dados atualizados pode prejudicar ações específicas de segurança pública. Também pode dificultar a elaboração de políticas para o setor.
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Auditoria identificou problemas nos boletins enviados
A 6ª Inspetoria de Controle Externo (6ª ICE) do TCE-PR conduziu o levantamento entre junho de 2025 e janeiro de 2026. Durante a auditoria, a equipe analisou o registro, o processamento e a transmissão dos boletins encaminhados ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
Os técnicos também avaliaram a estrutura tecnológica usada pelo Governo do Paraná para transmitir as informações ao sistema federal.
Dos 295 mil boletins que chegaram ao Ministério da Justiça, a inspetoria classificou 80% como inválidos. Por isso, a 6ª ICE apresentou 39 recomendações à Secretaria de Estado da Segurança Pública.
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Gestão estadual gastou menos da metade do repasse
Em 2024, o Governo Ratinho Junior recebeu R$ 45,6 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública. O governo deveria aplicar o dinheiro na modernização do envio de informações ao Sinesp.
No entanto, a gestão estadual utilizou cerca de R$ 21 milhões. Assim, mais da metade do valor repassado pela União não teve aplicação naquele período.
Em 2025, o Paraná recebeu outros R$ 22,3 milhões para modernizar tecnologias e sistemas. Até janeiro de 2026, contudo, o governo ainda não havia utilizado esses recursos, conforme o levantamento do TCE-PR.




