Entrevista Exclusiva:Professora Ana Lúcia Rodrigues contesta acusações, explica gravação e fala sobre Comissão Processante

Entrevista Exclusiva:Professora  Ana Lúcia Rodrigues contesta acusações, explica gravação e fala sobre Comissão Processante


Em entrevista exclusiva que fiz com a vereadora, Ana Lúcia Rodrigues respondeu sobre prints, gravação feita durante a exoneração de ex-assessor, condução do processo e os impactos do caso em sua vida pessoal e política

Por Gilmar Ferreira

Entrevistei com exclusividade a vereadora Ana Lúcia Rodrigues para ouvir diretamente dela sua versão sobre os fatos que deram origem à Comissão Processante em andamento na Câmara Municipal de Maringá.

Durante a conversa, questionei Ana Lúcia sobre alguns dos pontos mais importantes e controversos do caso: a denúncia apresentada pelo ex-assessor, os prints juntados posteriormente, a gravação feita durante a conversa de exoneração, a condução da Comissão Processante e uma possível influência política no processo.



Ana Lúcia afirmou que tudo começou depois da decisão de exonerar um servidor que, segundo ela, já não correspondia às necessidades do gabinete. A vereadora disse que se sentiu atingida pelas acusações que surgiram posteriormente e registrou boletim de ocorrência.

Questionei Ana Lúcia sobre os prints e a gravação

Perguntei diretamente à vereadora o que ela tinha a dizer sobre os prints e as gravações apresentados no decorrer do caso.

Ana Lúcia afirmou que os prints não acompanhavam a denúncia inicial e foram anexados posteriormente. Segundo ela, a Comissão Processante determinou a retirada desse material dos autos. A parlamentar também questionou a procedência e a falta de autenticação dos documentos.

Para Ana Lúcia, esse episódio reforça seu argumento de que a denúncia inicial não possuía elementos suficientes para justificar a dimensão que o caso ganhou.

Também questionei a vereadora sobre a gravação feita durante a conversa em que ela comunicou a exoneração.

Ana Lúcia afirmou que desconhecia que estava sendo gravada e disse acreditar que o ex-servidor entrou na reunião preparado para registrar a conversa.

“Se eu soubesse que estava sendo gravada, eu também teria feito o teatro como ele fez”, declarou.

Por que o assessor seria exonerado?

Durante a entrevista, procurei entender também o motivo da exoneração.

Ana Lúcia afirmou que houve quebra de confiança e desgaste na relação profissional. Segundo ela, as dificuldades não estavam restritas à relação entre os dois e também atingiam outros integrantes do gabinete.

A vereadora relatou que seu chefe de gabinete chegou a considerar insustentável o clima de trabalho naquele momento.

Perguntei então se, durante a conversa gravada, ela teria sido induzida a ficar mais ríspida diante das colocações feitas pelo servidor.

Ana Lúcia negou.

Segundo ela, ocorreu justamente o contrário. A vereadora afirmou que ficou sensibilizada porque o ex-assessor mencionou circunstâncias pessoais, entre elas sua mudança de Curitiba para Maringá e a morte do pai.

Ana Lúcia explica trecho sobre salário e trabalho

Um dos pontos que considerei importante esclarecer foi a conversa sobre a permanência do assessor no gabinete até o final do mês.

Ana Lúcia afirmou que, durante a reunião, chegou a decidir que manteria o servidor temporariamente para que ele recebesse mais um salário e tivesse condições de reorganizar sua vida.

Perguntei sobre o contexto dessa conversa.

A vereadora negou que tivesse autorizado o assessor a receber salário sem trabalhar. Segundo ela, sua intenção era que ele deixasse de acompanhá-la nas agendas externas, justamente porque as ausências nessas atividades estavam entre os motivos do desgaste profissional.

Ana Lúcia afirmou que o chefe de gabinete, Gustavo, ficou responsável por estabelecer outras atividades. Segundo a vereadora, ainda naquele dia foi apresentado ao servidor um roteiro de tarefas.

A situação, porém, mudou horas depois.

Ana Lúcia disse que decidiu efetivar a exoneração depois que o assessor fez uma publicação em sua rede social que ela interpretou como uma insinuação contra o gabinete. A exoneração ocorreu no dia seguinte.

Perguntei qual desfecho ela espera da Comissão Processante

Também perguntei a Ana Lúcia qual acredita que será o desfecho da Comissão Processante.

Ela respondeu que, caso prevaleça uma análise técnica, espera que sejam considerados os questionamentos que sua defesa apresenta desde o início do procedimento.

A vereadora apresentou sua interpretação sobre a aplicação do Decreto-Lei nº 201/1967 e afirmou discordar do enquadramento utilizado para dar andamento ao processo. Na avaliação dela, a denúncia não deveria ter chegado à Comissão Processante da forma como chegou.

Apesar das críticas, Ana Lúcia fez questão de reconhecer decisões da própria comissão que considera corretas.

“Eu quero elogiar a comissão processante, porque em vários momentos nesse processo, a comissão foi extremamente correta”, afirmou.

Ela citou como exemplo a decisão envolvendo os prints apresentados no processo.

Perguntei se ela se considera vítima de perseguição política

Esse foi outro ponto que fiz questão de colocar diretamente para a vereadora.

Perguntei se Ana Lúcia se considera vítima de um roteiro previamente construído pelo ex-servidor e se acredita que também possa existir perseguição política.

A resposta dela merece atenção porque Ana Lúcia evitou afirmar categoricamente que esteja sendo perseguida.

“Eu não posso dizer que estou sendo perseguida, não vou entrar nessa esfera”, respondeu.

Na sequência, porém, afirmou acreditar que existe “muita vontade política” para que as coisas ocorram da maneira como vêm acontecendo.

Ou seja, Ana Lúcia não cravou a existência de perseguição política. Ela levantou questionamentos sobre o componente político do processo e deixou clara sua avaliação de que existem interesses envolvidos.

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Uma trajetória de 35 anos que também precisa ser considerada

Perguntei ainda o que os telespectadores e leitores de O Diário de Maringá precisavam saber sobre Ana Lúcia além das acusações que passaram a ocupar o noticiário.

A vereadora destacou sua carreira como professora e servidora pública.

Segundo Ana Lúcia, foram 35 anos em sala de aula, além de orientação de trabalhos acadêmicos, mestrados e doutorados, participação em bancas, produção de artigos e livros e atuação em projetos junto às comunidades.

Ela também falou de sua participação em trabalhos relacionados à moradia, mobilidade, planejamento urbano, crianças e adolescentes, habitação social e população em situação de rua.

A trajetória profissional não determina o resultado da Comissão Processante. Mas considero importante registrá-la porque ajuda o leitor a conhecer também quem é a pessoa que está por trás do mandato e compreender por que a vereadora afirma que as acusações atingiram de maneira tão forte sua reputação.

Ana Lúcia se emociona ao falar do pai

Um dos momentos mais fortes da entrevista aconteceu quando Ana Lúcia falou sobre seu pai, de 88 anos.

Segundo a vereadora, ele acompanha programas de televisão e já telefonou chorando depois de assistir à repercussão das acusações contra a filha.

Nesse momento, Ana Lúcia se emocionou.

Ela disse desejar que o caso seja esclarecido também para que o pai possa acompanhar esse desfecho.

“Eu quero muito que ele veja isso se restaurar”, afirmou.

Processo interfere na candidatura a deputada federal

Outro ponto importante revelado durante nossa conversa foi a candidatura de Ana Lúcia a deputada federal.

Ela contou que inicialmente trabalhava com a possibilidade de disputar uma cadeira de deputada estadual, mas afirmou que seu partido a convenceu a concorrer à Câmara dos Deputados por considerar que ela possui potencial eleitoral para a disputa.

Ana Lúcia também relatou que o processo aberto na Câmara interfere diretamente em sua rotina eleitoral.

Segundo ela, parte do tempo que seria destinado à campanha agora precisa ser dividido entre reuniões com advogados, preparação da defesa e acompanhamento dos trabalhos da Comissão Processante.

A vereadora disse ainda que não considera a política uma profissão e indicou que esta pode estar entre suas últimas disputas eleitorais.

Veja a entrevista na íntegra

Minha intenção nesta entrevista foi fazer as perguntas que considero necessárias para que Ana Lúcia Rodrigues pudesse responder diretamente sobre os principais pontos que envolvem o processo.

Falamos sobre a denúncia, os prints, a gravação, a exoneração do ex-assessor, a Comissão Processante, sua trajetória profissional, o impacto das acusações sobre sua família e as consequências políticas do caso.

Veja a entrevista na íntegra e tire suas próprias conclusões a partir das perguntas e das respostas da vereadora Ana Lúcia Rodrigues.

TV Diário
Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Perfil Profissional: Gilmar Ferreira (MTB 0011341/PR) Gilmar Ferreira consolida uma carreira multifacetada como jornalista, apresentador de programas de TV e mestre de cerimônias, unindo o rigor da investigação à fluidez da comunicação ao vivo. Com atuação destacada no Paraná e Santa Catarina, ele imprime autoridade técnica e sensibilidade humana em cada projeto que lidera. Atuação Estratégica Atual Diretor de Redação: O Diário de Maringá. Comentarista: Programa Paraná Cidadesno Canal 10.1 e RDR FM 93,3. Mestre de Cerimônias: Atuação oficial em eventos de destaque no Estado do Paraná. Experiência em Televisão Reconhecido pela presença de vídeo e condução de pautas complexas, Gilmar atuou como apresentador de programas e âncora nas seguintes emissoras: TV Maringá (Band) RIC TV Maringá (Record) Record News (Rede Mercosul) RTV 10 Maringá Trajetória no Rádio Com passagens por emissoras líderes de audiência, sua voz é referência em informação e entretenimento: Paraná: Jovem Pan FM, Metropolitana FM, Rede de Rádios, Globo FM, Rádio Colorado AM e Eden FM. Santa Catarina: Rádio Menina FM e Rádio Globo AM (Blumenau)

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