O privilégio de transformar vidas

O privilégio de transformar vidas


Por Dr. Thiago S. Busato*

Poucas profissões oferecem a oportunidade de acompanhar tão de perto a transformação da vida de uma pessoa quanto a medicina. E, dentro dela, a ortopedia tem uma característica ainda mais especial: trabalhamos diretamente com o movimento, algo tão presente em nosso cotidiano que muitas vezes só percebemos sua importância quando ele fica comprometido.

O Dia do Ortopedista, celebrado em 19 de Setembro, é uma boa oportunidade para lembrar por que escolhemos essa especialidade.

Ser ortopedista é tratar fraturas, corrigir deformidades, substituir articulações, cuidar das lesões esportivas e ajudar pessoas a recuperar suas atividades. É ver uma criança voltar a brincar, um atleta retornar ao esporte, um trabalhador recuperar sua rotina ou um idoso voltar a caminhar com segurança.



São resultados concretos e que fazem parte da nossa rotina. Talvez essa seja uma das coisas mais interessantes da ortopedia: por vezes conseguimos acompanhar muito de perto a evolução do paciente e perceber claramente a diferença que o tratamento fez em sua vida.

Ao mesmo tempo, fazemos parte de uma especialidade que evoluiu muito nas últimas décadas. Novos implantes, melhores materiais, técnicas cirúrgicas mais precisas, avanços na reabilitação e novas ferramentas de planejamento transformaram a maneira como tratamos nossos pacientes.

Hoje, temos à disposição recursos como planejamento tridimensional, impressão 3D, ciurgia robótica e inteligência artificial. São tecnologias que ampliam nossas possibilidades e nos ajudam a buscar tratamentos cada vez mais precisos e individualizados.

Mas, apesar de toda essa evolução, algumas coisas continuam exatamente no centro da nossa profissão. Ouvir o paciente, entender suas expectativas, avaliar as diferentes possibilidades e escolher o melhor caminho para cada caso.

É justamente essa combinação entre conhecimento, experiência, tecnologia e contato humano que torna a especialidade tão interessante.

Por isso, celebrar o Dia do Ortopedista é também celebrar tudo o que construímos ao longo dos anos e tudo o que ainda temos pela frente. Ser ortopedista é ter a oportunidade de ajudar pessoas a se movimentarem melhor, retomarem suas atividades e viverem com mais qualidade.

E isso, por si só, já é uma excelente razão para comemorar…

*Thiago S. Busato, médico formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Realizou fellowship internacional pela European Federation of Orthopaedics and Traumatology (EFORT), em Berna, na Suíça. É Presidente da Comissão de Educação Continuada da Sociedade Brasileira do Quadril, Presidente da Regional Paraná da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, além de integrar a American Association of Hip and Knee Surgeons e a Arthroscopy Association of North America e o Corpo Editorial do The Journal of Arthroplasty (EUA).

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